Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Poderoso Chefão




Em 1968, a Paramount Pictures ganhou os direitos de adaptar para o cinema o livro, “The godfather”. Depois de vários diretores cinematográficos rejeitarem o projeto, o nome de Francis Ford Coppola foi ressaltado. Inicialmente o diretor  não queria adaptar o livro de Mario Puzzo, por temer a idolatria que o filme poderia causar a máfia e a violência, além do preconceito que poderia proporcionar para os sicilianos e italianos imigrantes no EUA. Porém, ele acabou aceitando o trabalho e criando uma das obras primas do cinema, que é “O poderoso Chefão”.

Mas dessa vez, não quero falar do filme. Quero falar do livro. Um livro riquíssimo, bem estruturado, com personagens cativantes e inteligentes, com uma estrutura de texto que não deixa o leitor cansado nem entediado. Quero falar de um livro que fala de máfia com ela supostamente deve ser, que tem uma temporalidade imposta no enredo que não se percebe ao lê-lo. Um livro que, por mais que pareça, não tem só violência. Tem um pouquinho de gratidão, amor, romance, gente bondosa, comilona, que supera desafios, que sabe ser leal. (Vulgo, gente italiana). Também tem personagens maldosos, vingativos, irados, violentos e grotescos, que fazem de tudo para conseguirem o que querem. Confesso que esses são a maioria.

Mas então vamos ao enredo. Estamos em meados de 1950. Quem domina a maior parte dos jogos de azar das ruas de Nova York é Dom Vito Corleone, o líder da maior família mafiosa que comanda a área. Um belo dia, o "comerciante" Sollozzo, solicita uma conversa com o Dom Corleone e pede a ele a proteção para o comércio de narcóticos na área. Corleone nega, por princípios morais e motivos políticos, e as consequências da negação são levadas durante décadas a fio, sendo a solução muitas vezes encontradas pelos 2 filhos de Corleone; o bruto e inconsequente Sonny, e o inteligente e sagaz Michael.

“O Chefão” é um livro interessante de ser ler, ainda mais para que já viu o filme. Não vou tentar desvincilhar filme e livro nesse texto, porque eu li o livro imaginando Orlando Bloom como Dom Corleone e Al Pacino com Michael. Eu vi todas as cenas do filme lendo o livro, o que foi uma experiência interessante, pois rememoriei cada detalhe das cenas do filme. Mas claro que o livro traz detalhes adicionais, e o mais interessante, é que o autor fala de cada personagem, não esquecendo de ninguém. Citou alguém no início do livro, ele retoma a história do personagem em alguma parte. Todos os personagens, dos principais aos mais
secundários, tiveram a resolução de suas vidas. Nem sempre essas resoluções foram felizes, há muito sangue e sofrimento pelo caminho.

Sem mais delongas, o primeiro livro que li no ano me deu animo para continuar a ler freneticamente. Coloca na sua listinha aí, vale a pena! E é válido também ver os filmes, que por mais que durem 2 ou 3 horas, são sensacionais! (Ainda me falta a coragem de ver o último, que só tem três horas e meia... haha)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sangue Quente

Primeiro vieram os vampiros, depois os anjos e finalmente os zumbis. A literatura de fantasia foi invadida pelos seres sobrenaturais bem rápido nos último anos, contribuindo para muitas leitoras se apaixonarem por mocinhos maravilhosos, mas um pouco inacessíveis. 

Sangue Quente, escrito por Isaac Marion, é um desses livros que transformaram seres antes bestializados pela cultura em geral em criaturas amáveis, belas e pacificadoras. Pelo menos, é assim que pode se classificar "R", o jovem zumbi que se apaixona por Julie, uma  humana esperta e rebelde, que ainda possui esperança de que o mundo, já  destruído por guerras e doenças, possa ser salvo. Ela apenas necessita encontrar um meio para isso, e é no encontro com R que os dois descobrem que juntos, podem contribuir para tal salvação.

Piegas, não? O livro possui seus momentos dramáticos e chorosos, mas nada que atrapalhe a diversão da leitura. A história é simples e o enredo é desenvolvido no tempo certo, não sendo ele assim, um livro cansativo. O que mais consegue prender o leitor são as ações dos zumbis, que possuem uma "cultura" própria, se casando, tendo filhos e escolas. Eles tem quase uma vida completa no aeroporto, com exceção que necessitam comer carne humana para se sustentar fisicamente, e o cérebro para terem novas sensações.

Já a relação entre R e Julie pode parecer um pouco superficial. Como o livro está em primeira pessoa, com R narrando, muitas vezes sabemos o que ele está pensando mas não temos a mínima ideia do que a moça está sentindo.  Tudo muito focado nele, com ele pensando nela o tempo todo. Outra coisa que incomoda é a presença dos "ossudos" e a falta de explicações para muitas situações que ocorreram ao final da narrativa. 

Sangue Quente é um desses livros para ler sem compromisso, daqueles que quando não se tem nada para ler, e queremos algo leve e divertido, pegamos. Dá para sair algumas risadas com R e M no início do livro, mas só. Durante a leitura a expectativa do livro vai caindo e, ao final, surge o pensamento: "Bom, foi apenas um livro. Existem melhores". 

P.S.- Foi adaptado para o cinema, com o incrível nome de "Meu namorado é um Zumbi".  Mas é divertido. 

P.S.2 - Perceberam que o autor é um homem?? Sim, todo mundo escreve sobre criaturas sobrenaturais sombrias que amam! Não existe preconceito no mundo da literatura! (Quem dera)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ella Enfeitiçada


Quando vi pela primeira vez capa de Ella Enfeitiçada, fiquei eufórica. Eu vi o filme "Uma garota encantada", quando tinha uns 15 anos, e amei de paixão. Mas eu não sabia que o filme era baseado em um livro. Felizmente, quando achei o livro, larguei tudo o que estava fazendo e fui ler um conto de fadas, baseado na Cinderela. Um livro infantil, mas que vale para todas as idades. 

Quando Ella nasceu, ela recebeu um dom um tanto perturbador. Ela seria obrigada a obedecer todas as ordens direcionadas a ela. Desde a infância ela sofreu com tal presente, e sua mãe ordenou a Ella que nunca contasse para ninguém, afinal alguém poderia explorar a pobre menina. Porém, quando a mãe da menina morre, Ella foi enviada por seu ridículo pai, que não sabia de seu segredo, para uma escola de boas maneiras, onde duas irmãs descobriram seu segredo e a atormentaram. Decidida a achar Lucinda, sua fada-madrinha às avessas, a menina vive algumas aventuras e se relaciona com o príncipe Charmont, que se apaixona por ela. 

Como não amar esse livro? Uma protagonista esperta, mas boazinha, um par romântico apaixonado e inteligente, vilãs que tem o que merecem, pelo menos no final do livro, e uma fada madrinha atrapalhada. O livro é divertido, leve, prático, uma leitura para o final de tarde, ou para uma aula chata. (Você pode estar na faculdade, mas aulas chatas ainda existem e você é obrigado a ler um livro). Gail Carson Levine, a autora, está de parabéns pela criatividade. Talvez  o final seja muito Cinderela, mas essa é a característica da autora que reconta contos de fada. É muita fofura para um livro só.

domingo, 23 de junho de 2013

As vantagens de ser invisível


Você alguma vez já se sentiu infinito? Charlie já. Ele é um jovem de 15 anos que após a morte de um amigo, fica um pouco desestabilizado psicologicamente. O garoto é sensível, amoroso, adora ler livros e deseja ser um escritor futuramente. Sabemos todas essas características e desejos pelas cartas que ele manda a um remetente desconhecido, onde conta tudo o que acontece em seu dia, refletindo sobre cada momento e  detalhe.

Mas sua vida ganha mais "ação", digamos assim, quando Charlie conhece os dois irmãos: Sam e Patrick. Os dois são mais velhos e experientes, dando ao garoto a oportunidade de conhecer mais do mundo. Bebidas, drogas, festas, momentos diferentes e simples, com pessoas diferentes e interessantes. Entretanto, mais do que tudo isso, os irmãos oferecem à Charlie a amizade e a atenção de que ele tanto necessita. Poderíamos dizer que Sam  é uma garota diferente, excêntrica e independente, que desperta sentimentos românticos no garoto. Enquanto Patrick  se torna um companheiro indispensável. 

A outra parte da vida de Charlie é sua família. Sua mãe amorosa, seu irmão jogador de futebol, sua irmã com problemas constantes com o namorado e seu pai atencioso, mas distante. É interessante observar como o autor no leva a conhecer profundamente os personagens sem nós percebermos, com suas ações e as lembranças de Charlie. 

Nada no livro é imposto, acaba que configuramos em nossa mente o que está acontecendo e  nós avaliamos se isso é certo ou errado. Charlie só vive sua vida, não julga, não reclama. Um verdadeiro observador ingênuo e discreto que muitas vezes se torna invisível. 

"As vantagens de ser invisível", escrito por Stephen Chbosky é um livro diferente, principalmente pelo conteúdo. Não é um livro qualquer, bobo e adolescente. É uma história que consegue transpor todos os sentimentos de um jovem de 15 anos para as palavras. Todos os seus pensamentos, suas sensações e lembranças. Tudo que realmente o jovem Charlie imagina e deseja, todos os seus momentos mais importantes, todas as vezes que ele se sente "Infinito". Depois desse livro, todos nós vamos querer nosso momento infinito. 

P.S. Quem ainda não viu o filme, veja. É bem fiel ao livro e muito divertido. 

P.S. Referências à livros clássicos e "The Rocky Horror Picture Show" deixa a história ainda mais interessante. 

sábado, 30 de março de 2013

O Diabo veste Prada - Lauren Weisberger


Seria muito dizer que "O Diabo veste Prada" foi um livro pelo qual eu fiquei empolgadíssima ao ler. Na verdade, a maior curiosidade que tive em relação a ele foi sua conexão com o filme, estrelado pela linda da Anne Hathaway e a diva da Meryl Streep. Mas o livro possui suas qualidades, sua história é bem mais realista do que o filme e eu fiquei esperando bem mais descrições de roupas. Afinal, tem livros por aí que gastam uma página inteira falando das marca de roupa da personagem, 3 linhas de história e duas de diálogo.

Andrea Sachs acabou de se formar e o único emprego que conseguiu arrumar, foi em uma revista de moda. Seu desafio é aturar Miranda Priestly, a magnata da moda, por um ano inteirinho para depois conseguir um cargo aonde quiser. O difícil é ter a paciência e o condicionamento físico necessários para seguir as ordens de uma chefe grosseira, fria, egocêntrica e que adora frivolidades. Vinte quatro horas por dia será pouco para Andrea, que além de trabalhar, também precisa dar atenção ao namorado, amigos e a família. Será que ela tem força de vontade o bastante? 

"O diabo veste Prada" é um bom livro, só. Os personagens são o que tornam a história mais divertida, começando por Miranda. Seria errôneo pensar que não existem pessoas assim no mundo, mas felizmente nunca tive o desprazer de conhecer ninguém assim. Andrea é uma boba que deveria ter abandonado o trabalho, desde o começo. Mas como teríamos história? Lily estava merecendo umas chineladas e Alex, bem, ele foi um chato. Um personagem completamente deslocado foi Christian, não adicionando nada de concreto. Quem eu realmente gostei foi Emily, achei ela muito simpática.

Lauren Weisberger, a autora, foi assistente de Anna Wintour, a atual editora da Vogue norte-americana. Boatos dizem que ela possui as mesmas características negativas de Miranda. O livro se torna, assim, um modo da autora se vingar de sua ex-chefe. Pelo jeito, na literatura também vale tudo. 

PS1. E se você acha que o livro é igual ao filme, não se engane. Hollywood adora florear romances e empregos dos sonhos... 

PS2. Neste ano será publicado a continuação: "A vingança veste Prada: a volta do Diabo". 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Miseráveis - Musical


Não é surpresa para ninguém que eu possuo um amor incondicional por "Os Miseráveis", de Victor Hugo. Já li uma adaptação literária, já vi alguns filmes,  mas só agora tive a oportunidade de comprar a verdadeira obra escrita pelo autor e ler calmamente. Mas eis que o Musical de "Os Miseráveis" estreou dia 1º de fevereiro nos cinemas do Brasil. Consegui o filme a muito tempo mas deixei para vê-lo no cinema, pois queria sentir o gosto de ouvir em alto e bom som, e ver em uma imagem límpida e grande esse filme, que conseguiu ser melhor do que eu esperava.

Para alguns o filme é longo, para outros existem músicas demais, mas para mim este é o que eu chamo de um filme perfeito. Eu adoro musicais, Jean Valjean e Anne Hathaway, por isso, a composição do filme foi do meu gosto. Agora, para quem não gosta de musicais nem adianta tentar ver o filme. Não existe quase nenhuma fala, é tudo cantado, tudo sentimentalista. O diretor Tom Hoope fez seus atores cantarem ao vivo, com um ponto no ouvido para acompanhar a música. Houve desafinações, pelo menos eu escutei, mas foi algo que veio junto com o personagem, triste e melancólico. Ás vezes ficou cansativo, mas não foi nada comparado com a totalidade do musical.

 As atuações foram impecáveis.  Hugh Jackman estava um digno Jean Valjean, no início do filme quase não o reconheci, já estava vestido com o personagem. Consegui enxergar ali alguém que merece o Oscar de melhor ator. Anne Hathaway, estava em seu melhor papel. Como todos citam, "I Dreamed A Dream", foi fenomenal pela atuação de Anne. Entre cada frase da música existem lágrimas, falta de ar, desespero e tristeza. Conseguimos sentir o que Fantini sente e se sentir desgraçada como ela.

Baron Cohen e  Helena Bonham Carter levaram o toque de humor para o filme, como sempre. Os dois interpretaram o casal que cuida de Cossete e levaram um pouco de leveza para o filme. Já Amanda Seyfried, como Cossete, ficou um pouco apagada em relação aos outros personagens, com Samantha Barks ganhando mais destaque que ela no papel de Éponine. Russell Crowe foi o melhor Inspetor Javert que já vi, transparecendo toda a convicção  indecisão do personagem durante o filme.

Um destaque para como o roteiro e direção conseguiram elevar o interior dos personagens para o cenário e para nós. O Inspetor Javert e seu equilíbrio subindo em parapeito e pontes e a borboleta que aparece quando Cossete e Marius se encontram pela primeira vez,  são exemplos dessa exteriorização dos personagens, além das letras das canções, é claro, que os eleva a outro patamar de emoção. Não posso deixar de comentar a atuação Daniel Huttlestone, o pequeno Gavroche que colabora  com a revolução. A voz do menino, atuação e carisma deram algo a mais para a segunda parte do filme.

Diante disso, acho que já ficou explícito que eu realmente amei o filme. Toda a história me comove e faz com que eu me sinta péssima por reclamar diariamente sobre minha vida. Existem pessoas por esse mundo enorme, que realmente sofrem e estão passando pelos mesmo problemas da França de 1800. Existem pessoas,  até hoje, que roubam um pão para alimentar uma criança e vão para a cadeia. Existem pessoas que não são perdoadas pela sociedade e continuam a viver na miséria, seja financeira ou de espírito.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Romeu e Julieta - Muito mais que uma simples história

A história mais romântica, água com açúcar e dramática sempre será "Romeu e Julieta". Uma peça de teatro escrita por William Shakespeare, cheia de poesia e lamentos do coração, que oferece ao leitor ávido por dramaticidade e métricas um leque de possibilidades.

Nunca fui muito fã de peças de teatro como leitura, mas como Shakespeare é um clássico mundial e "Romeu e Julieta" é um livro essencial para todo o ser que ainda quer se apaixonar loucamente um dia. Leitura rápida, poesia rimada, palavras profundas, batalhas com espada, Julieta dramática, Romeu cego de paixão, Capuleto raivoso, Ama bondosa, e por aí vai. Nada muito diferente do que você vê nos filmes e musicais existentes por aí. Mas com certeza, é muito mais interessante e tocante ver a peça ou o filme, do que apenas ler.
 
O livro acaba se tornando um pouco chatinho, afinal você já sabe a história toda e tanta melancolia pode causar enjôo. Mas essa poesia toda acaba sendo o atrativo principal da história, junto com tantas frases românticas que fariam a maioria se derreter.  Imagine se alguém declamasse para você:

“Meu coração amou antes de agora? Essa visão rejeita tal pensamento, pois nunca tinha eu visto a verdadeira beleza antes dessa noite.”
                                                  ou
“Ah, ela ensina as tochas a brilhar! Parece estar suspensa na face da noite, tal qual jóia rara na orelha de uma etílope; beleza incalculável, cara demais para ser usada, por demais preciosa para uso terreno!” 

Como não se apaixonar e fingir a própria morte só para viver "feliz para sempre" com Romeu? E digo: a culpa de tudo, de todo o azar desse casal foi de Frei Lourenço, que não foi capaz de enviar um bendita carta para o garoto apaixonado. A coitada da Julieta se finge de morta,  Romeu mata-se de desgosto e também ela  acaba suicidando-se ao vê-lo morto. Nada dramático ou forçado.

São várias as adaptações desta obra de Shakespeare no cinema. As mais importantes são: "Romeu e Julieta" de 1936, com a direção de George Cukor; "Romeu e Julieta"em 1968, com a direção de Franco Zeffirelli e, a que eu mais gosto e já vi muitas e muitas vezes, "Romeu + Julieta" de 1996 ,do diretor Baz Luhrmann. Adoro como essa última conta a história de amor nos dias violentos atuais,  com a poesia de Shakespeare e uma ótima trilha sonora.

As composições musicais também não ficam para trás com suas homenagens. Há várias músicas que fazem referência ao casal, entre elas "Romeo And Juliet", da banda "Dire Straits"; "Romeu e Julieta" escrita por "Toquinho e Vinícius de Moraes", outra com o mesmo título de Marcelo Camelo, "Love Story" de Taylor Swift  e muitas outras. 

Referência em todo o mundo "Romeu e Julieta" sempre será lembrada como o romance mas azarado de todos os tempos. Do puro amor de dois jovens a morte aproveitou e resolveu brincar.  Mas mesmo assim, a vontade de achar alguém para amar do mesmo modo que os dois se preserva, a literatura influência a vida real.
  
“Amor é uma fumaça que se eleva com o vapor dos suspiros; purgado, é o fogo que cintila nos olhos dos amantes; frustrado, é o oceano nutrido das lágrimas desses amantes. O que mais é o amor? A mais discreta das loucuras, fel que sufoca, doçura que preserva."



sábado, 24 de novembro de 2012

O clube do filme - David Gilmour

Jesse era um menino de 15 anos com graves problemas escolares, ou seja, notas baixas e falta de interesse. Essa pouca empolgação com o colégio fez com que o seu pai, David Gilmour, fizesse uma proposta a ele: Jesse poderia não comparecer mais à aula se visse 3 filmes, escolhidos por seu pai,  toda semana.  O garoto concordou e David, crítico de cinema mas sem emprego no momento, viu a oportunidade de se aproximar mais do jovem. Os dois juntos então começam a assistir os filmes clássicos, os populares, cults e os experimentais, criando assim o "Clube do Filme".

Assistindo aos filmes, David constrõe uma base de comunicação com o filho, ensinando-o um pouco do lado cinematográfico, enquanto tem como proposta utilizar os acontecimentos e ideias vistos para solucionar problemas do garoto. Enquanto isso, Jesse se mostra um garoto normal para sua idade, cheio de dúvidas, problemas e sonhos. Suas questões vão desde namoricos à drogas e empregos, deixando o seu pai em dúvida sobre a liberdade oferecida ao filho.

"O Clube do filme" é um livro muito fácil de ler, simples e objetivo. A história é bem interessante, ainda mais sabendo que tudo que está escrito ali é uma  verdadeiro. Já as críticas dos filmes foram interessantes, mas esperava mais aplicação na vida de Jesse.

Acha-se muitas críticas negativas ao livro, mas eu gostei. Mas do que um livro sobre filmes, ele coloca em xeque a relação entre pai e filho e como às vezes é necessário tomar medidas extremas. Fabuloso, não é, mas consegue entreter. Só não se pode ler com grandes pespectivas, porque acho que a decepção pode aparecer.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O estranho mundo de Jack


"O estranho mundo de Jack”, 1993, é uma animação que a primeira vista é um pouco sombria. Dirigido por Henry Selick e produzido e co-escrito por Tim Burton, o filme traz a história de Jack Skellington, ”O rei das abóboras”.  Morador da “Cidade do Halloween”, onde vivem criaturas como bruxas, vampiros e fantasmas, Jack é o centro do Dia das Bruxas, a festa que acontece anualmente no lugar. Porém o esqueleto está cansado da rotina, e deseja alguma coisa diferente para ocupar seu tempo. Assim, em uma noite após a festa, Jack sai andando pela floresta tristonho, e encontra uma árvore com um símbolo de Natal. Ao entrar nela, ele chega a um mundo diferente do dele, cheio de luzes, felicidade e paz. Era a “Cidade do Natal”.

Jack volta para casa e tenta explicar aos habitantes da cidade o que seria o Natal, porém nem ele mesmo consegue definir o que seja, mesmo assim, ele toma o Natal para si e depois de ler livros sobre a festa e fazer experiências loucas resolve mandar três crianças malvadas sequestrar Papai Noel, ou para ele “Papai Cruel”. As crianças acabam mandando o Bom Velhinho para o covil do Bicho Papão, que adora brincar de joguinhos com suas presas. Além disso, acaba tomando o lugar do Bom Velhinho. E agora, quem vai salvar o Natal?

Ao estilo de Tim Burton, bem fantasioso e sombrio como “Alice no país das maravilhas” ou “Edward mãos de tesoura” o filme foi feito utilizando-se stop - motion, uma técnica de animação que consiste em fotografar quadro a quadro, e depois montar para dar a impressão de movimento. A maioria das vezes é usada massinha para fazer a história. No caso deste filme foi utilizado, por exemplo, cerca 227 bonecos, com Jack possuindo cerca de 400 cabeças, uma para cada expressão. Com muita música e humor, o filme é uma boa opção para toda a família.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Adeus, Lênin!


Dirigido por Wolfganger Becker, “Adeus, Lênin!”, 2003 narra a história de Alexander Kerner, Daniel Brühl , que vê sua vida mudar completamente com a queda do muro de Berlim em 1989. Vivendo na Alemanha Oriental junto com sua mãe e irmã desde que nasceu Alex, agora com 18 anos, começa a ficar insatisfeito com o governo. Porém sua mãe, Christiane (Katrin Sass), é uma defensora e idealista do Partido Socialista Unificado da Alemanha desde que seu pai, supostamente, os abandonou para ir morar na “outra” Alemanha. Assim, quando uma manifestação na qual Alex participa é reprimida, Cristiane vendo seu filho sendo brutalizado e preso, acaba sofrendro um colapso e entra em coma.

A mulher permanece neste estado durante oito meses, nos quais vários acontecimentos históricos ocorrem: O “Muro de Berlim” é derrubado e a Alemanha reunificada sob um governo capitalista. Alex e sua irmã Ariane vêem as mudanças rapidamente, pois o consumismo e as propagandas rapidamente ingressam na vida deles, o jovem consegue um emprego como vendedor de antenas parabólicas, e sua irmã abandona a universidade para trabalhar em uma unidade do Burger King-thru, além de Ariane arrumar um namorado da Alemanha ocidental. Quando Christiane finalmente despertar, o médico revela a Alex e sua irmã que a mãe deles não pode sofrer nenhum tipo de choque por causa de seu coração. Alex então entende que a melhor solução seria mentir para sua mãe e não revelar a ela as mudanças ocorridas durante sua estadia no hospital.

Os irmãos então regressam com a forma original do apartamento, já que haviam mudado e comprado vários móveis e nova decoração e voltam a se vestir como se estivessem na Alemanha oriental. Durante o decorrer do filme, Alex precisa correr atrás de alimentos já extintos, fazer programas de televisão, e contratar meninos para cantar para sua mãe. Porém, essas mentiras vão longe demais e Alex terá que tomar cuidado para não magoar as pessoas.

“Adeus, Lênin!” é extremamente agradável e mostra com clareza e leveza a reunificação da Alemanha. Com a história centrada em uma família, o filme mostra o processo do fim do socialismo e a reestruturação do capitalismo. Exemplos que vemos no filme, como o “primeiro alemão no espaço”, que se tornou taxista, e o importante líder do partido, que ficou esquecido, revelam a intenção do filme de mostrar a nova ordem mundial instaurada após os períodos de guerra.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Crítica de Filme - Cinema Paradiso



"Cinema Paradiso" é um presente que o Cinema Italiano ofereceu ao mundo. Produzido em 1988 o filme conta a historia de Salvatore, ou somente Totó, um garotinho que era apaixonado por filmes e vê a oportunidade de ingressar neste mundo com Afonso, o projecionista do cinema da cidade, o “Cinema Paradiso”. Primeiramente o homem não quer a presença da criança naquele local, pois além de ser perigoso, o garoto é intrometido e arteiro. Porém aos poucos, ele se rende aos seus encantos, e o menino acaba sendo seu assistente. Inicia-se neste momento uma amizade que durará muitos anos, com uma confiança recíproca entre eles. Um menininho e um homem formado, unidos por uma única paixão: O Cinema

O centro de diversão da cidade é o cinema. Um lugar onde vão adultos, jovens, crianças, pobres e ricos. Lá acontece de tudo, nenhum telespectador do seculo XXI gostaria de ir em um cinema desse: barulhento, confuso, além de o padre censurar todas as cenas de beijo dizendo que era pornografia. Isso fazia com que a platéia se irritasse, mas não fazia com que parassem de ir assistir o filme. Assistir a filmes era uma válvula de escape, era o sonho de todos.

O filme narra a história de Totó  criança, adolescente, adulto buscando seu sonhos, a maioria envolvendo sua paixão pelas imagens em movimento. Entre todos os dramas, amores, aventuras, nada emociona mais do que a relação entre Afonso e o menino.  A cena final é avassaladora, de fazer brotar lágrimas incessantes.

Podemos definir “Cinema Paradiso” em três palavras: simples, divertido e comovente. Um filme que mostra o poder da amizade, da diversão, não se consegue achar nenhum defeito. Não é a toa que ganhou muitos prêmios, entre eles O globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, O Oscar de melhor filme estrangeiro, e grande prêmio do júri no festival de Cannes. É um filme para ficar na memória.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Crítica de Filme - Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas

 

Will é um jornalista que não fala com seu pai a três anos. O motivo é que o pai de Will, Edward Bloon, nunca lhe contou a verdade sobre sua vida. Pelo menos é assim que o jornalista pensa. Durante toda vida Edward contou inúmeras historias excêntricas sobre sua caminhada para as pessoas ao redor, mas seu filho estava farto disso e resolveu se afastar. Agora, quando Edward está quase morrendo, seu filho vai visitá-lo junto com sua mulher e ao mesmo tempo que tenta desvendar a vida de seu pai, relembra das historias contadas pelo mesmo. 

As histórias contadas por Edward Bloon vão desde o seu nascimento ate a visão de sua morte pelo olho de vidro de uma bruxa. Sem esquecer é claro do dia do nascimento do seu filho e o envolvimento com o peixe grande e aliança de casamento e o aparecimento de circos, amor a primeira vista, gigantes e homens- lobo, etc. Edward gostava de contar suas historias e dar vida a elas, pois achava que eram na realidade muito sem graça e sem cor. Já Will achava que seu pai tinha outra família, que traia sua mãe e por isso não relevava nada verdadeiro. Os dois não conseguem conversar e o jornalista começa a investigar o passado do seu pai por conta própria, o que o fará compreender um pouco a vida de seu pai.

O diretor Tim Burton mais uma vez dirige um filme emocionante,  fantasioso e completamente fofo. "Peixe Grande e suas histórias maravilhosas” é incrivelmente belo, com personagens interessantes e um enredo maravilhoso. Levando em consideração as historias de Edward percebemos que o homem vivia nessa fantasia, mas a maior parte de suas narrativas eram verdadeira, com metáforas e simbolismos envolvidos. Todos nós queremos uma vida cheia de fantasia, com aventuras e desafios e Edward inseriu isso em sua vida sem remorso ou medo.

domingo, 9 de setembro de 2012

Bonequinha de luxo - Dose dupla


Assisti o filme "Bonequinha de luxo" na sexta. Em dois dias li a novela de Truman Capote e agora posso dizer, toda essa obra é uma fofura.

O LIVRO

Escrito por Truman Capote, um visionário na literatura jornalística, "Breakfast at Tiffany's" (ou Bonequinha de Luxo em português) conta a história de Holly Golightly pela visão do narrador, seu vizinho escritor. Após se mudar para o prédio, ele conhece a moça e se encanta pela sua peculiaridade e por sua beleza. Ela sente-se sozinha a maior parte do tempo e tem o vizinho como companhia quando não estava com seus acompanhantes, consideranso-o um amigo. Em meio a muitas confusões e desentendimentos, os dois se gostam de uma maneira simples, mas não tão profunda.

Interessante também foi perceber quem em hora nenhuma nosso pobre narrador teve seu nome revelado. Foi chamado apenas de "Fred", por ser parecido com o irmão de Holly e muitas vezes comparado de forma sutil com o gato. O  final é a melhor parte da novela: diferente do filme, menos hollywoodiano e mais poético. Outros motivo para lê-la também é que a partir da aparição de José, o brasileiro com quem Holly tem um relacionamento, o Brasil é citado várias vezes. É interessante ver a visão estrangeira do Brasil nas décadas de 50/60.

O livro é escrito de uma maneira simples, a leitura é rápida, a história é gostosa de se ler. Holly é complexa e sonhadora ao extremo com seus 19 anos, o narrador paciente demais. A obra pode ser lida de uma vez só, mas não chega nem aos pés de outra obra do autor:  "A sangue frio". Claro que este livro possuiu razões diferentes para ser escrito  e é um outro gênero de escrita, mas mesmo assim é superior. 






O FILME

Não tem como falar do livro, sem comentar o filme. "Bonequinha de luxo" pode ser resumido a uma pessoa "Audrey Hepburn". Nunca vi nenhuma adaptação cinematográfica ter a personagem principal tão fiel ao livro. A descrição física, psicológica e emocional de Holly foram seguidas a risca.
"...seus cabelos de garoto, loiros, com veios castanhos-claros e faixas de amarelo-palha... era uma noite quente e ela estava com um vestido preto, ligeiro e elegante, sandálias pretas e gargantilha de pérolas.Apesar da magreza sofisticada, tinha um ar de saúde mantida à base de cereais no café-da-manhã, um frescor de limpeza feita com sabonete e limão, um viço rosado e rústico nas bochechas.A boca era larga; o nariz, arrebitado.Um par de óculos escuros obliterava os olhos.Era um rosto para lá da infância, mas para cá de mulher..."
Já a história teve algumas mudanças os adicionais como a parceira de Paul (o vizinho que agora tem um nome) e a mudança do objeto ganhado por Holly da Tiffany's". Até aí tudo bem, mas acabaram com o final verdadeiro. Não que eu não tenha gostado, adoro finais romântico, mas talvez pelo temperamento da personagem pudessem ter mantido o original. Mas quem sou eu para criticar um dos maiores clássicos do cinema? 

Escondendo um pouco minhas implicâncias, demorei para ver o filme por medo de ser monótono mas descobri um dos melhores filmes românticos existentes. Como disse anteriormente é tudo muito meigo e independente de ser o filme preferido de Blair (para quem não sabe é a personagem irritante de Gossip Girl que me fez abandonar a série), o filme merece muito ser visto.

sábado, 18 de agosto de 2012

Precisamos falar sobre o Kevin


Eva teve problemas com o seu filho desde que o garoto nasceu. Kevin parecia não gostar dela, não quis mamar no peito, não gostava de suas conversas, brinquedos, comida, de absolutamente nada. O menino tinha variados comportamentos, com o pai era amável e condescendente, com ela malvado e sapeca. Com o passar do tempo, a mãe de primeira viagem começou a ter certo rancor do filho e suas atitudes deixaram claro esse sentimento para todos. A caçula, Celia, nasceu, Kevin cresceu, mas ambos, mãe e filho, continuaram os mesmos. Até o dia em que Kevin, agora com 16 anos,  matou 7 alunos, 1 professora e 1 funcionário de sua escola. Um assassinato que chocou todo o país, inclusive Eva, que diante de tantos avisos não percebeu o mostro que se formava em sua casa. Mas será o garoto completamente culpado? E sua função de mãe, onde fica? E a sociedade norte americada e seus ideias de liberdade se encaixam aonde no episódio sinistro? E isso que Eva tenta descobrir durante as 364 páginas de "Precisamos falar sobre o Kevin".

Lionel Shriver escreveu algo que eu, leitora assídua, nunca tinha lido. Um livro aflitivo, forte, e a melhor definição que já encontrei "pertubador'. A história não é real, mas é composta por elementos que sabemos que são reais, por episódios que ainda acontecem, principalmente nos Estados Unidos. Isso faz parecer uma história verídica,  faz você ler as cartas que Eva escreve a seu marido Franklin de modo diferente, sentido a dor de mãe, a dor de esposa, a dor de ser a culpada. E no final do livro, quando você chega a "quinta-feira" fatídica, tudo o que você sentiu anteriormente no livro dobra, você odeia o Kevin, não há desculpa para sua ação. Pelo menos é essa a sensação.

"Precisamos falar sobre o Kevin" é uma leitura difícil, tanto na forma de raciocínio da leitura, como no emocional. A leitura é forte, demorei mais tempo que planejava para ler porque não conseguia seguir adiante com tanta coisa para engolir. Ao final da última página, você para e pensa dez minutos sobre como é sua vida e como ela é boa. Leitura obrigatória para todos, sendo uma nova experiência necessária.

Pequenas considerações:
  • Eu ainda não sou mãe, e falta muito para ser ainda. Acho que as sensações que o livro traz as mães podem ser ainda mais aflitivas.
  • Célia e o olho. Para quem já leu, permita dizer o qual forte foi tudo aquilo para mim, do inicio até a caixinha de Kevin. Para quem não leu, esqueça isso, você vai entender.
  • Há a adaptação para os cinemas. Verei hoje, e depois trago minha opinião sobre o filme. Veja o Trailer abaixo, que consegue trazer o qual forte, filme e livro.

sábado, 14 de julho de 2012

Como a geração sexo-drogas-e-rock'n'roll salvou Hollywood




Para quem têm uma grande afeição por cinema, como eu, e gostaria de conhecer mais sobre os bastidores de Hollywood, "Como a geração sexo-drogas-e-rock'n'roll salvou Hollywood " é um presente. Um o presente massante, cansativo e com um título enorme, mas que mostra verdadeiramente o que ocorreu, e ainda ocorre, no cinema norte-americano.

Detalhista ao extremo, "Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock'n'Roll Salvou Hollywood " conta fato por fato das vidas das maiores personalidades Hollywoodianas dos anos 60 aos 80, incluindo os melhores diretores de todos os tempo: Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, George Lucas, Steven Spielberg, Robert Altman. Além disso, descobrimos detalhes muito interessantes sobre seus filmes, destacando "Star Wars", "Taxi Driver", "O poderoso chefão" e "Tubarão". Cada passo da produção, dificuldades financeiras e pessoais, além do envolvimento emocional entre todos os participantes é descrito e discutido. Sempre com algum comentário "fulano nega isso".

Peter Biskind escreve de uma forma tão direta que parece que estava em todos os momentos, com cada um. O livro é enorme, 502 páginas. O leitor não muito interessado pode ter dificuldades com a leitura, ou até mesmo os muito interessados. Demorei muito tempo para ler certos capítulos, enquanto outros que eram do meu interesse, li rapidamente.

Por fim, o livro consegue satisfazer a seus leitores mais ávidos. Aprendi muito com ele, principalmente que ninguém é bonzinho, e Hollywood é um local não indicado para pessoas passivas, fracas e normais. "O fins justificam os meios" poderia ser melhor ditado para um local que fabrica tanta fantasia e gênios, mas ao mesmo tempo esconde tanta obscuridade (e safadeza) para fazê-lo. Mas acho que isso eu já sabia.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails