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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cidade de Papel




“Cidade de papel” é um daqueles livros instigantes e diferentes, que apenas um autor com John Green poderia elaborar. Pelo menos é essa a opinião de alguém que leu dois de seus livros e ficou encantada pela maneira como o autor escreve e desenvolve suas histórias. Depois de “A culpa é das estrelas”, lido com muita facilidade, o leitor já se prepara para uma nova narrativa envolvente. E é agraciado com ela.

Não sei a ordem correta dos livros escritos por John Green, mas  “Cidade de Papel” conseguiu me conquistar, da mesma maneira do que o último que li. A história de um garoto nerd, apaixonado pela vizinha bonitona e popular pode parecer um pouco clichê em um primeiro momento. Entretanto ao ler o livro, a história se desenvolve de forma leve, com personagens bem carismáticos e definidos. Claro que eles não fogem do clichê, há muitos estereótipos, mas a história se desenvolve de uma maneira que aproxima o leitor da narrativa.

Assim, vamos a história. Quentin é um menino apaixonado por Margo. Quando crianças, os dois eram íntimos e amiguinhos, e agora eles apenas se cumprimentar de vez em quando na escola, ou nem isso. Até que um belo dia, Margo aparece no quarto do garoto pedindo uma carona para uma um “aventura na cidade”. Passada essa noite, inesquecível, ela simplesmente some, deixando alguns sinais de seu paradeiro para ele. Fulano fica então motivado a procurá-la, por todo o Estados Unidos se for possível, achando que era isso que fulana desejava.

O livro se torna cada vez mais interessante a cada página lida e capítulo terminado. Os personagens, principais e secundários, são bem definidos e carismáticos, oferecendo mais realidade a história e tornando-a menos enjoada. Quentin, por mais que seja nerd e tímido, é um garoto interessante, inteligente, que gosta do tédio. Que personagem na literatura atual gosta da monotonia do dia a dia? As maiorias dos personagens buscam pela aventura e pela quebra do cotidiano, enquanto Quentin cai de para-quedas no meio da confusão. E por mais que ele goste de Margo, não é uma coisa platônica e obsessiva.  

Já Margo é uma sonhadora, que busca pela verdadeira essência do mundo, mesmo sendo muito radical às vezes. Para a maioria da população, ela poderia ser chamada de louca e rebelde, mas é apenas uma idealista da causa, que busca a sinceridade do mundo.

Deste modo, ler este livro é um imenso prazer. John Green está conquistando milhares de brasileiros a cada história bem construída, que seja comovente, ou divertida. Seus livros já estão virando figurinha carimbada em várias estantes, reais ou imaginárias. Inclusive na minha.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern

Fiquei algumas semanas sem postar absolutamente nada. Perdoem-me, foi final de semestre. Não tive tempo nem de respirar nestas duas últimas semanas. Mas aqui estou agora, disposta a recuperar todo o tempo perdido mês passado com resenhas, listas e especias. Agora estou de volta.


Escrito por Cecelia Ahern, a mesma de "P.S. Eu te amo", "A Vez da Minha Vida" não é um livro muito conhecido, na verdade só tive contato com ele a partir de uma promoção da Submarino. 

Lucy Silchester, começa a receber cartas de sua vida, insistindo para eles terem um encontro e resolverem seus problemas. Ela não tinha perspectiva nenhuma de futuro, vivia tentando fugir do seu emprego, se martirizando pelo término de seu namoro, que ocorreu anos atrás, e se escondendo de sua família. Quando um incidente dramático ocorre em sua vida, Lucy acaba concordando em encontrar com sua "vida" e, a partir deste ponto, o livro fica mais interessante e divertido, inclusive com a aparição de Gene Kelly, ou quase isso... Lucy começa a compreender o que realmente importa em sua vida, e a dar valor ao que possui. 

Os personagens de "As vez da minha vida" são amáveis e excêntricos, afinal as situações em que todos eles se envolvem estão em uma linha tênue entre o cômico e o ridículo, sendo a personagem principal ainda mais descontrolada do que aparenta ser. No entanto, ela é ao mesmo tempo cativante e, durante o livro, ela começa a reconhecer seus defeitos e a procurar ser uma pessoa melhor. Sem contar que ela recebe um bom incentivo de olhos azuis.

E o que falar da Vida? Sim, se você está curioso, a vida de Lucy é como se fosse um psicólogo que anda com ela 24 horas por dia, buscando sempre ajeitar, ou confundir de maneira benéfica, a vida da moça. Uma consultoria diária sobre o que você anda fazendo com a sua vida. 

Não tinha expectativa nenhuma com o livro, mas me surpreendi. O enredo em si é criativo, e o desenrolar da história muito divertido. O início pode ser um pouco entediante, mas depois das cinquenta primeiras páginas a leitura flui com leveza e simplicidade, mesmo sendo um pouquinho irreal. A parte romântica também é bem tranquila, mas não sem graça. Lucy vai conquistando aos poucos seu novo amor, e quando ele aparece, ela nem percebe. (O leitor atento perceberá quando ele aparecer, fica a dica.)

domingo, 11 de agosto de 2013

O lado bom da vida




Pat passou algum tempo no hospital psiquiátrico e agora está de volta a casa de sua família. Sem saber realmente quanto tempo passou no "lugar ruim", o ex-professor de história apenas deseja voltar para sua ex-mulher, Nikki. Ele não se lembra porquê foi internado, mas sabe que precisa se esforçar para reconquistar a ex-mulher. Pat faz de tudo: Lê livros recomendados por ela para seus alunos, faz exercícios para conseguir um corpo sarado e até entra na dança com Tiffany, cunhada viúva de seu melhor amigo, que não parece muito feliz com a vida. 

"O Lado bom da vida" é um daqueles livros de leitura rápida e inteligente.  A história consegue prender a atenção do leitor pela vivacidade dos personagens, a história criativa e o texto bem estruturado e amarrado. 

Os personagens do livro são interessante por serem humanos. Pat fez um ato inconsequente gerado, provavelmente, por um distúrbio emocional e sofreu as consequências. Tiffany teve uma grande perda e conseguiu sobreviver apenas procurando em outros homens consolo, ou algo parecido. A mãe de Pat precisava que alguém lhe abrisse os olhos para ela se valorizar um pouco, enquanto o Dr. Patel, o psiquiatra, tornou-se mais que um médico para seu paciente e, o irmão do moço, esteve sempre ali para ajudar Pat, mesmo quando ele não queria. Ou seja, os personagens conseguem passar veracidade e amor, mesmo quando são burros e estúpidos.

Pat transmite durante todo o livro uma sabedoria e uma intensidade em suas emoções que comovem o leitor mais sensível. Nós tornamos amigos íntimos de Pat. Ficamos com raiva de Nikki, tentamos entender o que Tiffany deseja e porque o pai do moço é tão bravo. No final, percebemos que ninguém é normal, nem no livro, nem na vida.

O livro é muito melhor que o filme. Isso sempre se ouve, mas é bom destacar. Para você que viu o filme primeiro, assim como eu, não deixe de ler o livro, é muito mais completo. 

domingo, 23 de junho de 2013

As vantagens de ser invisível


Você alguma vez já se sentiu infinito? Charlie já. Ele é um jovem de 15 anos que após a morte de um amigo, fica um pouco desestabilizado psicologicamente. O garoto é sensível, amoroso, adora ler livros e deseja ser um escritor futuramente. Sabemos todas essas características e desejos pelas cartas que ele manda a um remetente desconhecido, onde conta tudo o que acontece em seu dia, refletindo sobre cada momento e  detalhe.

Mas sua vida ganha mais "ação", digamos assim, quando Charlie conhece os dois irmãos: Sam e Patrick. Os dois são mais velhos e experientes, dando ao garoto a oportunidade de conhecer mais do mundo. Bebidas, drogas, festas, momentos diferentes e simples, com pessoas diferentes e interessantes. Entretanto, mais do que tudo isso, os irmãos oferecem à Charlie a amizade e a atenção de que ele tanto necessita. Poderíamos dizer que Sam  é uma garota diferente, excêntrica e independente, que desperta sentimentos românticos no garoto. Enquanto Patrick  se torna um companheiro indispensável. 

A outra parte da vida de Charlie é sua família. Sua mãe amorosa, seu irmão jogador de futebol, sua irmã com problemas constantes com o namorado e seu pai atencioso, mas distante. É interessante observar como o autor no leva a conhecer profundamente os personagens sem nós percebermos, com suas ações e as lembranças de Charlie. 

Nada no livro é imposto, acaba que configuramos em nossa mente o que está acontecendo e  nós avaliamos se isso é certo ou errado. Charlie só vive sua vida, não julga, não reclama. Um verdadeiro observador ingênuo e discreto que muitas vezes se torna invisível. 

"As vantagens de ser invisível", escrito por Stephen Chbosky é um livro diferente, principalmente pelo conteúdo. Não é um livro qualquer, bobo e adolescente. É uma história que consegue transpor todos os sentimentos de um jovem de 15 anos para as palavras. Todos os seus pensamentos, suas sensações e lembranças. Tudo que realmente o jovem Charlie imagina e deseja, todos os seus momentos mais importantes, todas as vezes que ele se sente "Infinito". Depois desse livro, todos nós vamos querer nosso momento infinito. 

P.S. Quem ainda não viu o filme, veja. É bem fiel ao livro e muito divertido. 

P.S. Referências à livros clássicos e "The Rocky Horror Picture Show" deixa a história ainda mais interessante. 

domingo, 5 de maio de 2013

O Grande Gatsby


A Primeira Guerra Mundial já foi finalizada e a sociedade norte americana está bastante festeira, animada, e esbanjando dinheiro. Um pouco sem limites. A casa do misterioso e milionário Jay Gatsby é ponto de encontro de todos da alta sociedade de Long Island. Suas festas são muito bem frequentadas, com bastante música, bebidas e diversão. Em meio a esse mundo glamouroso, Gatsby está tentando reconquistar o amor de Daisy, que acabou casando com Tom Buchanan, após o rompimento dos dois.

O Grande Gatsby é um clássico da literatura norte americana, que eu apenas conheci por causa do filme que será lançado em junho deste ano. A história é bastante envolvente, e o que torna a leitura ainda mais interessante é o narrador, Nick Carraway, primo de Daisy e vizinho de Gatsby. A visão que temos dos relacionamentos que ocorrem no livro são as de Nick, e isso é um diferencial interessante na obra. Ele começa sua história e não temos nenhuma ideia de onde ele vai parar e como chegaremos a pessoa que dá o nome ao livro. 

A linguagem também me impressionou muito. F. Scott Fitzgerald escreve de maneira simples, bonita e leve, ao mesmo tempo em que possui um ótimo conteúdo a transmitir. Suas descrições físicas e de ambiente me impressionaram, acho que nunca li um livro com descrições tão bem elaboradas. Os personagens também foram bem etruturados e são daqueles que amamos ou odiamos. Abaixo, destaco dois trechos que me surpreenderam, pela boa escrita, durante a leitura: 
"Olhei para Miss Baker, imaginando que coisa era essa que 'ela fazia'. Gostei de olhar para ela. Era uma garota esguia e de seios pequenos, com um porte ereto, que ela acentuava jogando o corpo para trás na altura dos ombros como se fosse um jovem cadete do exército. Seus olhos cinzentos, apertados por causa da luz do sol, contemplaram-me de volta com uma recíproca e polida curiosidade do alto de um rosto pálido, encantador e descontente."
"Dentro da casa, a sala rosada resplendia de luz. Tom e Miss Baker estavam sentados cada um em uma ponta do longo sofá e ela lia alguma coisa para ele no Saturday Evening Post. As palavras eram murmúrios sem inflexão e corriam juntas como se fossem uma tranquilizante melodia. As luzes das lâmpadas, brilhantes nas botas dele e  foscas no amarelo de folhas de outono dos cabelos dela, reluziram contra o papel acetinado quando ela virou uma página da revista com um movimento que provocou uma    rápida vibração dos músculos delicados do seu braço."
"O Grande Gatsby" foi uma boa surpresa e fiquei feliz em descobrir sua existência. Pequenininho no tamanho, mas grandioso por dentro, o livro foi daqueles difíceis de largar. Vale muito a pena lê-lo. 

Trailer do filme:


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Apaixonados - Lauren Kate


"Apaixonados" é um complemento da série Fallen, um livro composto por quatro contos de diferentes personagens da série, que acontecem da mesma data:  O Dia de São Valentim, dia dos namorados para nós brasileiros. Miles e Shelby, Roland, Ariane, Daniel e Luce são os personagens que compõe os contos, repletos de romance água com açúcar, drama e corações partidos.

Os três primeiros contos nos revelam um pouco do interior de personagens que não conhecemos muito interiormente com base nos três primeiros livros. Aprendemos um pouco mais sobre a história de cada um, mas sempre à sombra de Daniel e Luce. Estes dois, que estão no último conto, mostram mais uma vez que possuem um amor incondicional e o quanto esse amor significa para os outros anjos. Em todas as histórias o companheirismo do casal é citado como o exemplo maior de amor. 

Não sou muito fã de contos. São poucos os que realmente me surpreendem pois acho que, por ser curta, a história deve possuir um desenrolar que seja satisfatório, que implique em algo. O conto de Luce e Daniel, por exemplo, foi mais do mesmo, afinal,  já sabemos que os dois são eternos apaixonados e que Luce sempre fica ansiosa por Daniel, mesmo sabendo que ele virá. Os outros contos porém, por mais que não tenham me surpreendido, conseguem ser mais interessantes por trazerem novidades. 

Desse modo, penso que o livro merece ser lido pelos fãs da série, mas não deve ser prioridade. Se você possui mais livros em  sua fila de leitura, leia-os antes de pegar "Apaixonados". A série é interessante, mas depois de um tempo percebi que ela possui um enredo muito fraco, e o amor de Luce e Daniel é irritantemente chato. Mas isso não vai me fazer largar a série, já que os outros personagens são bem legais e "Êxtase" já está me esperando na estante

PS- Capa como sempre, maravilhosa.

 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Elixir

Filha de uma senadora e um médico famoso por suas caridades, Clea é uma fotojornalista, que agora está com toda a atenção voltada no desaparecimento do seu pai e em busca de alguma forma de encontrá-lo. Ao perceber um homem avulso em algumas de suas fotografias, a garota começa a buscar informações sobre esse mistério relacionado a ela, acabando por chegar cada vez mais perto de seu pai. Com a ajuda de seu amigo Ben, de sua melhor amiga e de Sage, Clea viaja à Paris, Brasil e Tóquio, tudo para encontrar seu pai e desvendar o segredo que a cerca.
 
Hilary Duff fez uma parceria com Elise Allen e escreveu "Elixir", um enredo repleto de várias características que estamos cansados de ver. Um amor que volta de geração em geração, uma mocinha corajosa, bondosa e sensível, duas opções de par romântico para a principal, sendo um incompreendido e o outro completamente fofo, e assim vai indo. O livro não é de todo ruim, mas não sei se eu que já cansei um pouco desse estilo de história. A leitura é rápida, os personagens legaizinhos, mas o enredo cliché ao extremo, como ja foi dito.

"Elixir" não me surpreendeu em nada, e não estou ansiosa para ler "Devoted: Devoção", a continuação. Existem livros que não te cativam, então não sou mais responsável por esta coleção.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Resposta Certa


Quando vi a sinopse de "Resposta Certa" a primeira vez, junto com todas notas que a editora "Intrínseca" publicou na capa e nas folhas iniciais do livro, realmente me animei com toda a história do desafio universitário e tudo mais. Porém, quando cheguei ao fim do livro, me perguntei por que David Nicholls escreveu esse livro. Decepcionante demais.

Brian Jackson acaba de entrar na universidade, bobo e desorientado, e conhece Alice, a típica patricinha rica. Ela o leva para chalés, tomar café, o convence que gosta dele e ao mesmo tempo não lhe dá a devida atenção. Ao mesmo tempo em que é feito de bobo pela moça, Brian tenta manter sua relação de amizade com Spencer, estudar para as provas, dar atenção a mãe, mas tudo sem ter nenhum resultado, sem nenhum crescimento. Como plano de fundo de todas as esquisitices do moço, temos o "Desafio Universitário", algo que deveria ser sua salvação mas que apenas o deixa ainda mais atordoado.

A história do livro se mostrou um pouco cansativa, com várias voltas e sem um fim convincente. As relações dos personagens não tiveram a profundidade desejada, as ações equivocadas e burras de Brian foram irritantes. Acho que poucos personagens principais foram tão lesados como o deste livro. Talvez o final do livro agrade alguns, mas não consegui gostar também, mesmo seguindo a mesma linha do resto da história.Faltou algo.

"Resposta certa" não é nada daquilo que promete ser. É cheio de piadas engraçadinhas, mas não conseguiu convencer o leitor principalmente por causa dos personagens clichés e chatos. Brian conseguiu me irritar do início ao fim, Alice despertou foi nojo, enquanto os amigos de Brian me deixaram indignada por serem tão sem noção. Talvez a única personagem que tenha ganhando minha simpatia foi Rebecca, por ter um caráter legal e mantê-lo durante todo o livro.

Se eu gostei de alguma coisa no livro foi as perguntinhas e respostas no inicio de cada capitulo. Achei bem criativo fazer isso.

PS- Agora, para vocês que querem ter outra opinião, achei uma resenha muito interessante que concorda e discorda da minha, vale a pena dar uma olhada:
http://www.nemumpoucoepico.com/2012/07/resposta-certa-de-david-nicholls/

PS- Foi adaptado pela HBO para a TV. Nome: "Garoto nota 10". Parece mais legal que o livro.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Romeu e Julieta - Muito mais que uma simples história

A história mais romântica, água com açúcar e dramática sempre será "Romeu e Julieta". Uma peça de teatro escrita por William Shakespeare, cheia de poesia e lamentos do coração, que oferece ao leitor ávido por dramaticidade e métricas um leque de possibilidades.

Nunca fui muito fã de peças de teatro como leitura, mas como Shakespeare é um clássico mundial e "Romeu e Julieta" é um livro essencial para todo o ser que ainda quer se apaixonar loucamente um dia. Leitura rápida, poesia rimada, palavras profundas, batalhas com espada, Julieta dramática, Romeu cego de paixão, Capuleto raivoso, Ama bondosa, e por aí vai. Nada muito diferente do que você vê nos filmes e musicais existentes por aí. Mas com certeza, é muito mais interessante e tocante ver a peça ou o filme, do que apenas ler.
 
O livro acaba se tornando um pouco chatinho, afinal você já sabe a história toda e tanta melancolia pode causar enjôo. Mas essa poesia toda acaba sendo o atrativo principal da história, junto com tantas frases românticas que fariam a maioria se derreter.  Imagine se alguém declamasse para você:

“Meu coração amou antes de agora? Essa visão rejeita tal pensamento, pois nunca tinha eu visto a verdadeira beleza antes dessa noite.”
                                                  ou
“Ah, ela ensina as tochas a brilhar! Parece estar suspensa na face da noite, tal qual jóia rara na orelha de uma etílope; beleza incalculável, cara demais para ser usada, por demais preciosa para uso terreno!” 

Como não se apaixonar e fingir a própria morte só para viver "feliz para sempre" com Romeu? E digo: a culpa de tudo, de todo o azar desse casal foi de Frei Lourenço, que não foi capaz de enviar um bendita carta para o garoto apaixonado. A coitada da Julieta se finge de morta,  Romeu mata-se de desgosto e também ela  acaba suicidando-se ao vê-lo morto. Nada dramático ou forçado.

São várias as adaptações desta obra de Shakespeare no cinema. As mais importantes são: "Romeu e Julieta" de 1936, com a direção de George Cukor; "Romeu e Julieta"em 1968, com a direção de Franco Zeffirelli e, a que eu mais gosto e já vi muitas e muitas vezes, "Romeu + Julieta" de 1996 ,do diretor Baz Luhrmann. Adoro como essa última conta a história de amor nos dias violentos atuais,  com a poesia de Shakespeare e uma ótima trilha sonora.

As composições musicais também não ficam para trás com suas homenagens. Há várias músicas que fazem referência ao casal, entre elas "Romeo And Juliet", da banda "Dire Straits"; "Romeu e Julieta" escrita por "Toquinho e Vinícius de Moraes", outra com o mesmo título de Marcelo Camelo, "Love Story" de Taylor Swift  e muitas outras. 

Referência em todo o mundo "Romeu e Julieta" sempre será lembrada como o romance mas azarado de todos os tempos. Do puro amor de dois jovens a morte aproveitou e resolveu brincar.  Mas mesmo assim, a vontade de achar alguém para amar do mesmo modo que os dois se preserva, a literatura influência a vida real.
  
“Amor é uma fumaça que se eleva com o vapor dos suspiros; purgado, é o fogo que cintila nos olhos dos amantes; frustrado, é o oceano nutrido das lágrimas desses amantes. O que mais é o amor? A mais discreta das loucuras, fel que sufoca, doçura que preserva."



sábado, 3 de novembro de 2012

A vida é uma festa - Sarah Mason




Izzy é uma promoter, organizando festas e eventos por aí. Sua vida pessoal não está muito boa, acabou de se separar do namorado, já a profissional vai crescendo. Ela foi convidada para organizar um evento beneficente na propriedade dos Monkwell, antigos conhecidos de sua infância. Ela já foi a melhor amiga de Simon, o filho mais velho do dono do lugar, que se tornou um importante homem de negócios com todas as más características que estes apresentam. Surpresa nenhuma para ela já que Simon a maltratava quando criança sem nenhum motivo. Agora, com esse reencontro, sentimentos e segredos antigos podem reaparecer bem como novos desafios para à família.

“A vida é um festa” é um bom livro, mas só. Não consegui me empolgar muito na leitura, nem me envolver muito com os personagens, talvez apenas com Izzy. A protagonista é muito carismática, suas ações não são exageradas e por mais que seja doidinha, ela tem controle. Já quanto a Simon, prefiro Will, o irmão que desapareceu no meio da história.  Os outros colaboram para a construção do humor, ocasionando algo satisfatório. Um bom livro para uma leitura em um dia chuvoso, ou quando se procura algum romance clichê.


Nunca tinha lido nenhum livro de Sarah Mason e por indicações, acabei com este em mãos. Gostei, mas eu esperava mais, já que ela é tão elogiada pela crítica e pelos seus fiéis leitores.


P.S. Não gostei da capa. Parece aquelas bonequinhas com a cabeça maior que o corpo.. haha

sábado, 6 de outubro de 2012

A culpa é das estrelas


De tempos em tempos aparecem histórias que compõe dois ingredientes: doentes terminais e um amor platônico. Na maioria das vezes temos um enredo meloso, cheio de chororó, aceitação da vida e frases de efeitos. "A culpa é das estrelas" é exatamente assim, mas de algum modo consegue inserir um toque de comédia e fofura que faz toda a diferença.

Hazel Grace  tem 16 anos, câncer nos pulmões, é obrigada a comparecer ao grupo de apoio e possui um carinho especial pelo livro "Uma Aflição Imperial". Uma garota de quem poderíamos sentir pena, mas que diferente disso, transmite uma elevada personalidade. Quando Hazel conhece Augustus inicia-se uma conexão, uma amizade colorida que é abordada durante todo o livro de forma natural e leve. Assistindo filmes, lendo livros, conversando sobre video-games ou a filosofia da vida, os dois juntos parecem um casal que deve e merece ficar juntos para sempre. Mas como nessas histórias de amor nada é fácil, eles terão que esperar o destino decidir por eles.

John Green escreveu um livro que realmente consegue abordar o drama e a comédia de maneira ideal. Hazel é uma garota carismática, que sabe de sua real condição não se iludindo quanto a isso, entretanto  continua caminhando para encontrar algo bom em sua vida. August é um cavaleiro, uma galante, um menino pelo qual todas nós piraríamos. Além disso, todos os personagens possuem traços humanos,  até Peter van Houten, afinal demoramos o livro inteiro para entender qual o seu papel na história, além de ser o ídolo convencido de Hazel.

Chorei, dentro do ônibus por sinal, e ri lendo "A culpa é das estrelas". Um livro que realmente nos faz pensar sobre o valor que damos a nossa vida e a dos que amamos, uma agradável surpresa.

sábado, 29 de setembro de 2012

Lua Azul - Os Imortais


Enquanto "Para Sempre" foi uma livro simples, mas legalzinho, "Lua Azul" conseguiu ser muito ruim. O segundo livro apareceu por acaso em minhas mãos e resolvi mergulhar mais um pouco na vida de Ever Bloom, mas isso só me entristeceu.

O livro continua de onde o primeiro parou. Ever grudada em Damen, chorando pela morte de sua família, continuando na companhia de seus amigos  chatinhos e sendo obrigada a beber o suco/elixir. Porém um novo garoto chega a escola e Ever desconfia de algo errado, mas só quando seu namorado começa a ter atitudes estranhas, como ignorá-la, e seus amigos começam a se juntar aos populares é que ela resolve tomar algumas atitudes, burras por sinal. 

Nenhum personagem evoluiu muito, na verdade a maioria decresceu em personalidade, carisma e inteligência. A história continua repetitiva, crua e muito previsível e a escrita de Alyson Noel continua não me agradando. Ou seja, não perca seu tempo. A idéia poderia ser muito boa se fosse melhor desenvolvida e tivesse uma heroína mais interessante.

domingo, 9 de setembro de 2012

Bonequinha de luxo - Dose dupla


Assisti o filme "Bonequinha de luxo" na sexta. Em dois dias li a novela de Truman Capote e agora posso dizer, toda essa obra é uma fofura.

O LIVRO

Escrito por Truman Capote, um visionário na literatura jornalística, "Breakfast at Tiffany's" (ou Bonequinha de Luxo em português) conta a história de Holly Golightly pela visão do narrador, seu vizinho escritor. Após se mudar para o prédio, ele conhece a moça e se encanta pela sua peculiaridade e por sua beleza. Ela sente-se sozinha a maior parte do tempo e tem o vizinho como companhia quando não estava com seus acompanhantes, consideranso-o um amigo. Em meio a muitas confusões e desentendimentos, os dois se gostam de uma maneira simples, mas não tão profunda.

Interessante também foi perceber quem em hora nenhuma nosso pobre narrador teve seu nome revelado. Foi chamado apenas de "Fred", por ser parecido com o irmão de Holly e muitas vezes comparado de forma sutil com o gato. O  final é a melhor parte da novela: diferente do filme, menos hollywoodiano e mais poético. Outros motivo para lê-la também é que a partir da aparição de José, o brasileiro com quem Holly tem um relacionamento, o Brasil é citado várias vezes. É interessante ver a visão estrangeira do Brasil nas décadas de 50/60.

O livro é escrito de uma maneira simples, a leitura é rápida, a história é gostosa de se ler. Holly é complexa e sonhadora ao extremo com seus 19 anos, o narrador paciente demais. A obra pode ser lida de uma vez só, mas não chega nem aos pés de outra obra do autor:  "A sangue frio". Claro que este livro possuiu razões diferentes para ser escrito  e é um outro gênero de escrita, mas mesmo assim é superior. 






O FILME

Não tem como falar do livro, sem comentar o filme. "Bonequinha de luxo" pode ser resumido a uma pessoa "Audrey Hepburn". Nunca vi nenhuma adaptação cinematográfica ter a personagem principal tão fiel ao livro. A descrição física, psicológica e emocional de Holly foram seguidas a risca.
"...seus cabelos de garoto, loiros, com veios castanhos-claros e faixas de amarelo-palha... era uma noite quente e ela estava com um vestido preto, ligeiro e elegante, sandálias pretas e gargantilha de pérolas.Apesar da magreza sofisticada, tinha um ar de saúde mantida à base de cereais no café-da-manhã, um frescor de limpeza feita com sabonete e limão, um viço rosado e rústico nas bochechas.A boca era larga; o nariz, arrebitado.Um par de óculos escuros obliterava os olhos.Era um rosto para lá da infância, mas para cá de mulher..."
Já a história teve algumas mudanças os adicionais como a parceira de Paul (o vizinho que agora tem um nome) e a mudança do objeto ganhado por Holly da Tiffany's". Até aí tudo bem, mas acabaram com o final verdadeiro. Não que eu não tenha gostado, adoro finais romântico, mas talvez pelo temperamento da personagem pudessem ter mantido o original. Mas quem sou eu para criticar um dos maiores clássicos do cinema? 

Escondendo um pouco minhas implicâncias, demorei para ver o filme por medo de ser monótono mas descobri um dos melhores filmes românticos existentes. Como disse anteriormente é tudo muito meigo e independente de ser o filme preferido de Blair (para quem não sabe é a personagem irritante de Gossip Girl que me fez abandonar a série), o filme merece muito ser visto.

sábado, 28 de julho de 2012

Ídolo Teen


"Ídolo Teen" não é o melhor livro de Meg Cabot, mas possui todas as características de suas histórias. Uma personagem principal diferente do normal, um par romântico masculino gente boa, engraçado e fofo, uma melhor amiga meio excêntrica e um enredo rápido e direto. 

Jenny Greenley é uma estudante de ensino médio e se considera a "maionese" da escola, ou seja, ela única que consegue manter a ordem no local, oferecendo conselhos a todos, sendo assim amiga de quase todo mundo. Ela também é "Annie", a colunista do jornal que responde as confissões mais íntimas dos alunos. Até o diretor conhece a sua fama e é assim que ela acaba virando a babá de Luke Striker, uma astro de cinema que vai à sua escola para "sentir na pela" seu novo papel de estudante. Ninguém pode descobrir esse segredo, e Jen terá que fazer de tudo para esconder o verdadeiro nome do ator, agora chamado de Lucas Smith, principalmente de sua melhor amiga fanática por Luke.

A narrativa do livro é fácil e gostosa e a paixonite de Jen por Scott, seu amigo e companheiro de jornal, é o que compõe os melhores momentos do livro. Porém dos que li de Meg Cabot "Ídolo Teen" é o mais sem graça, sem muitas surpresas. Mais para quem gosta de Meg vale a pena.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Anjo Mecânico - Cassandra Clare




Da mesma autora da coleção "Os instrumentos mortais" de Cassandra Clare, "Anjo Mecânico" é de longe um dos melhores lançamentos de 2012. Com a ideia de apresentar o mundo dos caçadores de sombras em uma Londres vitoriana, especificamente 1878, o livro traz Tessa Gray, uma menina que chega a cidade após a morte da tia à procura do irmão, Nathaniel. Ao pisar em Londres, é raptada pelas "irmãs sombrias" que a forçam a desenvolver seu dom de transformação. Mas tudo muda quando Tessa encontra dois nephilins completamente diferentes, Jim e Will, e o "Instituto", conseguindo ajuda para encontrar seu irmão. No submundo de Londres, conhecendo um novo mundo e a si mesma, Tessa terá que conviver com o perigo em todos os lugares, afinal seu dom a tornou preciosa para uma guerra e assim é procurada pelo Magistrado e seus autômatos estranho. Com a ajuda desses novos amigos, ela poderá descobri mais sobre o seu passado, gostando ou não.

Poderiamos dizer que"Anjo Mecânico" possui o mesmo tema da coleção anterior, mas a história é completamente diferentes, os ambientes são descritos com ainda mais exatidão e os personagens são ainda mais carismáticos. Tessa é a típica heroína, sensível, corajosa, bela e amante de literatura! Will é arrogante, amargurado, lindo e apaixonado por Tessa, mesmo negando para todos. Jim é o outro provável par romântico da menina, com características completamente opostas ao amigo: meigo, doce, com um passado triste e secreto, ele é o típico príncipe encantado, e eu certamente prefiro ele a Will. Afinal já existe um personagem com essas características em "Instrumentos mortais", Jace, e por mais que alguns afirmem que eles não tem nada em comum eu discordo completamente, eles são quase a mesma pessoa. Will e Jim são parceiros fiéis a tempos, e vejo Tessa como uma provável ruptura dessa união.

Podemos destacar também personagens como Charlotte, por quem adquire um carinho especial, Sophie, que aposto que não é boazinha daquele jeito, Jessamine, chata e louca para sair desse mundo de monstros, e é claro, meu amado feiticeiro, excêntrico, sempre por dentro dos planos, Magnus Bane.

Com um enredo típico da autora, o livro é cheio de ação, aventura e mistérios paras serem desvendados. O ponto alto do livro é com certeza o seu final, onde segredos e revelações são descobertos de forma brutal e mais perguntas são feitas. Diferente da outra coleção, Cassandra conseguiu esconder esses segredos, sendo mais cautelosa e convêniente, o que me alegrou bastante. Também não posso esquecer de dizer o quanto goste das descrições: ambientes, roupas, pessoas, foi tudo tão claro quanto a capacidade da autora em encantar.

Desde "Cidade dos Ossos" Casandra Clare conseguiu provar que ainda se pode inovar. Seus livros são dinâmicos, bem estruturados e criativos, além de conseguir conquistar ambos os sexos. O primeiro livro de "Peças Infernais" mostrou-se uma introdução a um novo mundo que já conhecemos, mas ainda a muito a esperar... Bom, fico por aqui na grande expectativa de "Príncipe Mecânico", que já foi lançado nos EUA e do terceiro e último livro "Princesa Mecânica", será lançado no final de 2012. Se você ainda não leu "Anjo Mecânico" ou qualquer outro livro com nephilis, é melhor correr já e arrumar algum. Você não sabe o que está perdendo.
 
P.S. A capa é maravilhosamente linda.. Fiquei apaixonada!

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