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domingo, 24 de novembro de 2013

Quando não se tem tempo para ler...


O final de ano já bate na porta, o trabalho se intensifica, o estudo não deixa respirar, as preocupações arrebatam a mente, os livros ficam em cima da cabeceira.

E desta maneira, não há tempo para ler. Por mais que a gente se esforce, que tente reservar um tempinho para os livros e para as preocupações alheias dos personagens neles inseridos, não dá! Quando pegamos um livro, os olhos começam a se fechar e quando se vê, já estamos no mundo dos sonhos! Maldito mundo cansativo! Sem contar que o único momento em que há tempo de se ler é dentro de um ônibus, que faz voltas e mais voltas e nos deixa com uma dor de cabeça e um enjoo danado! Ah, quando éramos apenas adolescentes, que não precisavam trabalhar, ir a reuniões, estudar para provas complicadas...

Foi o tempo que eu conseguia ler um livro por semana, que eu tinha férias para ler! Nem férias eu tenho mais por causa da greve nas universidades federais que teve ano passado. Para se ter uma ideia, eu fiquei com um mesmo livro 3 semanas, o que é muito para minha pessoa. Foi um livro interessante, gostoso de ler. Terminei  ontem e vou começar outro hoje. Vamos ver quanto tempo eu vou demorar para acabá-lo. Mas, e qualquer jeito, isso não quer dizer que eu compre e pegue menos livros na biblioteca... A minha estante só está enchendo. 

Mas fazer o que? É a vida. A gente cresce, arranja compromissos e a leitura aparece apenas nos horários de lazer, que se reduzem cada vez mais. O que podemos fazer é nos darmos esse horário, ou mesmo ler em viagens de ônibus enjoativas. Só não se poder abandonar os livros. Isso nunca. 

Como estou sem tempo para ler, consequentemente, também estou sem tempo para fazer minhas resenhas. Mas ela ainda virão, quem sabe mês que vem meus compromissos desacumulem?

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Saiba quais são os escritores mais bem pagos de 2013

A revista norte-americana Forbes realiza anualmente listas sobre as personalidades mais bem pagas do ano. Entre as diversas categorias, que vão de DJs a atletas, existe uma que busca os autores mais bem pagos do ano, compreendendo os meses de Junho de 2012 e Junho de 2013. Os valores para esse cálculo são de estimativas e dados de vendas de obras publicadas, além de informações obtidas através de entrevistas com autores, agentes, editores e experts.

Alguns nomes dessa lista já são esperados por inúmeros leitores. Outros causarão desaprovação e, arrisco, até tristeza. O que devemos pensar é que a maioria desses autores escreve Best Sellers e, como todos sabem, os livros que estão na lista dos mais vendidos são em sua maioria livros comerciais. Então não é surpresa nenhuma o primeiro lugar e alguns outros nomes dessa lista.

Gostaria apenas de abrir um parêntese para tentar explicar o fenômeno Best Seller. Segundo especialistas, o crescimento desse tipo de literatura, incluindo as sagas de fantasia e livros de ficção, se deu após a explosão de O Senhor dos Anéis e Harry Poter, e ocorre devido à necessidade de evasão do leitor. Além disso, a predominância do gênero fantasia nessas listas deve-se ao gênero que dominava o mercado anteriormente, o esotérico, no qual o principal autor foi Paulo Coelho. Dessa forma, com exceção de O Senhor dos Anéis – o precursor da fórmula –, a literatura de Best Seller faz sucesso porque é familiar ao leitor.

Mas vamos parar de divagação e ir à lista. Do último para o primeiro, para gerar ansiedade:

16 – George R. R. Martin
Em décimo sexto lugar temos Martin, que recebeu R$27,72 milhões. A adaptação de Game of Thronespara a TV contribuiu para o aumento desse número. Martin também foi o autor que mais vendeu livros em formato brochura em 2012.


15 – J. K. Rowling (R$30,03 milhões.)
A autora de Harry Potter agora escreve para um público mais adulto. Seu faturamento vem de“The Cuckoo’s Calling”, publicado sob o pseudônimo de Robert Galbraith, e o lançamento de Morte Súbita, que contribuíram para seu ingresso na lista.


14 – Rick Riordan (R$32,34 milhões)
As sagas Percy Jackson, Os heróis do Olimpo e As crônicas dos Kane venderam mais de 5,6 milhões de exemplares em 2012, e dois dos seus três títulos infantis foram os mais vendidos do ano passado.

13 – David Baldacci (R$34,65 milhões)
David possui cerca de 25 romances publicados, todos eles considerados best-sellers.

12 – John Grisham (R$41,58 milhões)
Já com 18 romances publicados, John teve o segundo romance de capa dura mais vendido de 2012: O Corretor. O autor que escreve thrillers jurídicos irá lançar Sycamore Row provavelmente, em outubro de 2013.

11 – Dean Koontz (R$46,20 milhões)
Koontz é conhecido pelas séries Odd Thomas e Frankenstein publicados no Brasil. A temática principal de seus livros é o suspense e o gênero policial. E como bom autor de Best seller que se preze, seu livro Odd Thomas ganhará uma adaptação no cinema, mas sem data de lançamento ainda.
10 – Stephen King (R$46,20 milhões)
Stephen desceu na lista desde a do ano passado, na qual esteve em segundo lugar com um lucro de R$90,09 milhões. Os livros do gênero de terror do autor nunca ficam obsoletos e ultrapassados, afinal é difícil conseguir ler cerca dos seus 60 livros de uma só vez.

9 – Dan Brown (R$50,82 milhões)
Inferno, o último lançamento de Dan Brown, foi o livro mais vendido no primeiro semestre de 2013, mesmo não alcançando as vendas de O Código Da Vinci e O Símbolo Perdido. Ele estar na lista não é surpresa para ninguém.

8- Nora Roberts (R$53,13 milhões)
Nora possui cerca de livros 220 romances publicados. Mas o que a trouxe a essa lista foi o número de ebooks vendidos, em torno de 3,2 milhões de cópias digitais em 2012.


7 – Janet Evanovich (R$55,44 milhões)
A série Stephanie Plum, que conta a história de uma compradora de lingeries que perde seu emprego e torna-se uma caçadora de recompensas, é a principal fonte de dinheiro para Janet, já que esta coleção abriu caminhos para mais séries.

6 – Jeff Kinney (R$55,44 milhões)
O autor da série O Diário de um Banana já publicou 7 livros. O último, The Third Wheel, vendeu mais de 1,4 milhões de cópias no ano passado. Além disso, a série já rendeu 3 filmes.

5 – Danielle Steel (R$60,06 milhões)
Steel já escreveu cerca de 130 títulos em 40 anos de publicação. Entre livros infantis, poesias, não ficção e principalmente romances, ela já vendeu mais 600 milhões de cópias em todo o mundo.

4 – Bill O’Reilly (R$64,68 milhões)
Sua publicação Killing Lincoln ficou na primeira posição do New York Times em livros de não ficção de capa-dura. Seu próximo livro, Killing Jesus, segue a mesma temática do primeiro e será lançado em 24 de setembro desse ano.

3 – Suzanne Collins (R$127,05 milhões)
O filme Jogos Vorazes contribuiu para que Collins ficasse em terceiro lugar. A série Jogos Vorazes é um sucesso de vendas, mas não é apenas essa trilogia que Suzanne escreveu. “As Crônicas do Subterrâneo“ é uma série de 5 livros, também escrito pela autora.

2- James Patterson (R$210,21 milhões) 
Autor das séries Maximum Ride, Bruxos e Bruxas e Alex Cross, James Petterson vinha liderando a lista da Forbes alguns anos. Um em cada 17 livros de capa dura vendidos nos Estados Unidos são dele.

1- E.L. James (R$219,45 milhões)
Erika Leonard, ou E.L. James, adicionou a sua conta 11,5 milhões só dos direitos de adaptação de 50 Tons de Cinza e companhia. É sua primeira vez na lista, mas a grande venda de seus livros já avisavam que ela figuraria na lista.

Texto elaborado por mim, mas inicialmente postado no site Literatortura.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern

Fiquei algumas semanas sem postar absolutamente nada. Perdoem-me, foi final de semestre. Não tive tempo nem de respirar nestas duas últimas semanas. Mas aqui estou agora, disposta a recuperar todo o tempo perdido mês passado com resenhas, listas e especias. Agora estou de volta.


Escrito por Cecelia Ahern, a mesma de "P.S. Eu te amo", "A Vez da Minha Vida" não é um livro muito conhecido, na verdade só tive contato com ele a partir de uma promoção da Submarino. 

Lucy Silchester, começa a receber cartas de sua vida, insistindo para eles terem um encontro e resolverem seus problemas. Ela não tinha perspectiva nenhuma de futuro, vivia tentando fugir do seu emprego, se martirizando pelo término de seu namoro, que ocorreu anos atrás, e se escondendo de sua família. Quando um incidente dramático ocorre em sua vida, Lucy acaba concordando em encontrar com sua "vida" e, a partir deste ponto, o livro fica mais interessante e divertido, inclusive com a aparição de Gene Kelly, ou quase isso... Lucy começa a compreender o que realmente importa em sua vida, e a dar valor ao que possui. 

Os personagens de "As vez da minha vida" são amáveis e excêntricos, afinal as situações em que todos eles se envolvem estão em uma linha tênue entre o cômico e o ridículo, sendo a personagem principal ainda mais descontrolada do que aparenta ser. No entanto, ela é ao mesmo tempo cativante e, durante o livro, ela começa a reconhecer seus defeitos e a procurar ser uma pessoa melhor. Sem contar que ela recebe um bom incentivo de olhos azuis.

E o que falar da Vida? Sim, se você está curioso, a vida de Lucy é como se fosse um psicólogo que anda com ela 24 horas por dia, buscando sempre ajeitar, ou confundir de maneira benéfica, a vida da moça. Uma consultoria diária sobre o que você anda fazendo com a sua vida. 

Não tinha expectativa nenhuma com o livro, mas me surpreendi. O enredo em si é criativo, e o desenrolar da história muito divertido. O início pode ser um pouco entediante, mas depois das cinquenta primeiras páginas a leitura flui com leveza e simplicidade, mesmo sendo um pouquinho irreal. A parte romântica também é bem tranquila, mas não sem graça. Lucy vai conquistando aos poucos seu novo amor, e quando ele aparece, ela nem percebe. (O leitor atento perceberá quando ele aparecer, fica a dica.)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Literatura e TV, um casamento que às vezes dá certo

A literatura sempre foi adaptada para diversos outros meios de comunicação, ou melhor, outros meios de diversão. Desde o início do cinema, por exemplo, livros e contos vêm sendo adaptados às telas, mas de uma maneira diferente. O cinema apareceu como uma nova linguagem, sendo necessário assim, mudar certas características da história para se encaixar melhor em um filme, não havendo necessidade de fidelidade completa à obra. 

Do mesmo modo, as séries de TV sempre gostaram de adaptar obras literárias, principalmente aquelas que são consideradas “Best seller” e clássicos. Sofrendo críticas ou elogios, desesperando fãs ou incentivando outros, o mundo dos seriados de TV sempre andou junto com os livros. A cada ano, mais seriados baseados na literatura são produzidos. 

Nesta matéria tratarei e citarei vários que você pode já ter assistido, ou que pode se interessar e passar a acompanhar. Estreando em setembro, Sleepy Hollow é baseado no conto de A lenda do cavaleiro sem cabeça – The Legend of Sleepy Hollow no original – escrito porWashington Irving e publicado pela primeira vez em 1820. O seriado terá como protagonista Ichabod Crane (Tom Mison), um professor do século XVIII, que acaba cortando a cabeça de um soldado em batalha. Ele, misteriosamente, chega aos dias atuais e se junta à xerife da cidade de Sleepy Hollow, na investigação dos estranhos assassinatos que estão ocorrendo lá. Detalhe: O assassino não tem cabeça.






Agora, estreando em outubro, o Spin-off de Once upon a time, Once Upon A Time: in Wonderland contará a história de Alice, a personagem escrita por Lewis Carroll. Após ir ao Mundo das maravilhas e viver aventuras, Alice volta ao mundo real sofrendo com a perda do seu amor, um gênio. Sem acreditar no que a moça diz, o pai de Alice a interna no hospício, mas isso não será capaz quando ela descobre que o gênio ainda está vivo.



Outro seriado que também promete mexer com os sentimentos dos amantes de livros é Drácula. A série não se baseará no livro homônimo de Bram Stoker, mas terá o personagem principal do livro, o Conde Drácula, como o protagonista da série. Ambientada por volta de 1890, a trama focará na chegada em Londres do Drácula que exteriormente posa de empresário, mas na verdade só quer se vingar de pessoas do seu passado. No caminhar da carruagem vingativa, ele conhece Mina Murray, que o lembra sua falecida esposa.





E falando em vampiros, True Blood, agora em sua sexta temporada pela HBO, é baseada na coleção de livros The Southern Vampire Mysteries (As Crônicas de Sookie Stackhouse, no Brasil) da autora Charlaine Harris. Já The Vampire Diaries, baseado na coleção de mesmo nome da autora L. J. Smith, é um seriado que ficou bem famoso, ao retratar a paixão dos irmãos vampiros Damon e Stefan Salvatore por Elena, uma mortal. A quinta temporada do seriado estreará no final do ano.

Enquanto os vampiros são um sucesso, os bruxos caíram da vassoura. A adaptação de The Secret Circle, também obra de L. J. Smith, foi vinculada em 2011/2012 na TV, mas não conquistou o público e foi cancelada pelo canal The CW. A história tem como protagonista Cassie, uma garota que após a morte da mãe, vai para a cidade natal da avó e descobre que é uma bruxa, se juntando com outros bruxos para formar o círculo.

Magia também não faltou em Merlin, com duração de 5 temporadas, de 2008 a 2012. Baseada na história do Rei Arhur, o enredo focava no seu serviçal, Merlin, um mago que salvou Arthur muitas e muitas vezes em uma terra, Camelot, onde é proibida magia. Nesse caso, o seriado dialogou com a lenda que há em torno desse rei, que se encontra aos montes na literatura. A primeira menção deste personagem, de acordo com estudiosos, foi em um poema galês atribuído a Aneirin, que chama-se “Gododdin”. Depois de alguns outros escritos, Geoffrey de Monmouth escreveu no início do século 12, o popular “Historia Regum Britannae” (História dos Reis Britânicos), que ficou bastante famoso na época. De lá para cá, a lenda se espalhou e hoje temos diversos títulos, muito deles best sellers, que o trazem como tema. São os casos de: As brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, As crônicas de Merlin, de Mary Stewart e as As crônicas do Rei Arthur, de Bernard Cornwell.

Dexter, que está em sua última temporada, e Hannibal, que finalizou sua primeira em junho, são dois seriados que destacam serial-killers, trazidos da literatura. Dexter é uma coleção que já teve 6 livros publicados no Brasil. Já o personagem Hannibal Lecter, que dá nome ao seriado, é uma figurinha carimbada no cinema e na literatura, presente em 4 volumes do autor Thomas Harris. O seriado é focado em seu primeiro livro da série, “Dragão Vermelho”, lançado em 1981.

Game of Thrones, talvez seja uma das séries de TV mais famosas do mundo, mas muitos já conheciam a história pelos livros de George R. R. Martin, dos quais o primeiro exemplar foi lançado em 1996. Com as cinco obras já lançadas, e a torcida dos fãs para que ela não morra antes de chegar à sexta, Game Of Thones é um sucesso mundial por conseguir manter os fãs ativos, seja na literatura, na TV, na internet ou no mundo dos games.

A já encerrada Gossip Girl, a arrastada Pretty Little Liars, a rejeitada The Lying Game, e a renomadaSex and the City, são séries que foram inspiradas em livros teens ou considerados muitas vezes “femininos”. Além disso, inspirado no personagem Sherlock Homes, de Sir Arthur Conan Doyle, vemos na TV dois seriados: Sherlock e Elementary, onde neste último, temos um detetive de Nova York e um Watson versão feminina. Mas o que pouca gente sabe, é que o seriado Bones, que irá para a nona temporada este ano, é inspirado nos livros de Kathy Reichs, uma das melhores antropólogas forenses dos EUA, que também escreve romances policias.

No Brasil, também vemos diversos seriados que estabelecem esse diálogo com a literatura. A Pedra do Reino, microssérie exibida pela Rede Globo em 2007, foi inspirada em Romance d’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna. Antes disso, em 1993, O alienista, de Machado de Assis, e Agosto, de Rubens Fonseca, foram adaptados para as telas da TV globo. Já em 1994, foi a vez o romance de Érico Veríssimo, Incidente em Antares, migrar para a TV. O auto da compadecida, também de Suassuna. Hilda Furacão, Memorial de Maria Moura, Os Maias e A casa das sete mulheres são algumas minisséries baseadas em livros que também foram adaptadas pela emissora, assim como Capitu, série baseada em Dom Casmurro, de Machado de Assis, de 5 capítulos veiculada pela TV Globo em 2008.

E é claro que, no Brasil, as telenovelas também não escaparam das adaptações literárias. Éramos Seis, escrito por Maria José Dupré, foi adaptado 4 vezes, de 1958 a 1994, por 3 emissoras diferentes, Rede Tupi, SBT e Record. Helena, de Machado de Assis, também teve 3 adaptações de 1952 a 1987, assim como A escrava Isaura teve 2, ambas na Rede Globo. Essa emissora é conhecida como a maior produtora de telenovelas do Brasil, mas em 2005, quem roubou a cena foi a Rede Record, ao exibir Essas Mulheres, uma novela que juntava três obras de José de Alencar: Senhora, Diva e Lucíola. A título de curiosidade, O morro dos ventos uivantes, clássico da literatura internacional, também foi adaptado de fevereiro a julho de 1967 na TV Excelsior.

As adaptações criam muitas divergências entre os fãs da literatura, mas ao mesmo tempo ilustra fisicamente aquilo que temos em nossa imaginação. Além disso, descobrimos muitos livros pelas adaptações da TV, e isto é o interessante nessa relação livro/Televisão, é sempre enriquecedor para dos dois lados.

Texto elaborado por mim, mas inicialmente postado no site Literatortura.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

10 livros brasileiros que merecem ser lidos



Primeiramente, gostaria de pedir desculpas. Quando pensei no tema desta lista, não percebi na hora que eu realmente li muito poucos livros brasileiros em relação aos estrangeiros. Na verdade, parece que eu apenas li livros de Machado de Assis e José de Alencar. 

Mas mesmo assim a lista está aí, faltando variedade mas rica em qualidade. Uma lista que vou chamar de provisória, até eu conseguir ter em mãos livros de escritores brasileiros mais diversos.  Estou aceitando dicas!

1- O Guarani - José e Alencar
2- Senhora - José de Alencar
3- Incidente em Antares - Érico Verissimo
4- Dom Casmurro - Machado de Assis
5-Depois daquela Viagem - Valeria Piassa Polizzi 
6-  Vida de Droga - Walcir Carrasco
7- Éramos seis - Maria José Dupré
8- 5 Minutos - José de Alencar
9 -  O Alienista - Machado de Assis
10 - Reforma da Natureza - Monteiro Lobato

P.S: A lista não está em ordem de preferência

sábado, 30 de março de 2013

O Diabo veste Prada - Lauren Weisberger


Seria muito dizer que "O Diabo veste Prada" foi um livro pelo qual eu fiquei empolgadíssima ao ler. Na verdade, a maior curiosidade que tive em relação a ele foi sua conexão com o filme, estrelado pela linda da Anne Hathaway e a diva da Meryl Streep. Mas o livro possui suas qualidades, sua história é bem mais realista do que o filme e eu fiquei esperando bem mais descrições de roupas. Afinal, tem livros por aí que gastam uma página inteira falando das marca de roupa da personagem, 3 linhas de história e duas de diálogo.

Andrea Sachs acabou de se formar e o único emprego que conseguiu arrumar, foi em uma revista de moda. Seu desafio é aturar Miranda Priestly, a magnata da moda, por um ano inteirinho para depois conseguir um cargo aonde quiser. O difícil é ter a paciência e o condicionamento físico necessários para seguir as ordens de uma chefe grosseira, fria, egocêntrica e que adora frivolidades. Vinte quatro horas por dia será pouco para Andrea, que além de trabalhar, também precisa dar atenção ao namorado, amigos e a família. Será que ela tem força de vontade o bastante? 

"O diabo veste Prada" é um bom livro, só. Os personagens são o que tornam a história mais divertida, começando por Miranda. Seria errôneo pensar que não existem pessoas assim no mundo, mas felizmente nunca tive o desprazer de conhecer ninguém assim. Andrea é uma boba que deveria ter abandonado o trabalho, desde o começo. Mas como teríamos história? Lily estava merecendo umas chineladas e Alex, bem, ele foi um chato. Um personagem completamente deslocado foi Christian, não adicionando nada de concreto. Quem eu realmente gostei foi Emily, achei ela muito simpática.

Lauren Weisberger, a autora, foi assistente de Anna Wintour, a atual editora da Vogue norte-americana. Boatos dizem que ela possui as mesmas características negativas de Miranda. O livro se torna, assim, um modo da autora se vingar de sua ex-chefe. Pelo jeito, na literatura também vale tudo. 

PS1. E se você acha que o livro é igual ao filme, não se engane. Hollywood adora florear romances e empregos dos sonhos... 

PS2. Neste ano será publicado a continuação: "A vingança veste Prada: a volta do Diabo". 

sábado, 24 de novembro de 2012

O clube do filme - David Gilmour

Jesse era um menino de 15 anos com graves problemas escolares, ou seja, notas baixas e falta de interesse. Essa pouca empolgação com o colégio fez com que o seu pai, David Gilmour, fizesse uma proposta a ele: Jesse poderia não comparecer mais à aula se visse 3 filmes, escolhidos por seu pai,  toda semana.  O garoto concordou e David, crítico de cinema mas sem emprego no momento, viu a oportunidade de se aproximar mais do jovem. Os dois juntos então começam a assistir os filmes clássicos, os populares, cults e os experimentais, criando assim o "Clube do Filme".

Assistindo aos filmes, David constrõe uma base de comunicação com o filho, ensinando-o um pouco do lado cinematográfico, enquanto tem como proposta utilizar os acontecimentos e ideias vistos para solucionar problemas do garoto. Enquanto isso, Jesse se mostra um garoto normal para sua idade, cheio de dúvidas, problemas e sonhos. Suas questões vão desde namoricos à drogas e empregos, deixando o seu pai em dúvida sobre a liberdade oferecida ao filho.

"O Clube do filme" é um livro muito fácil de ler, simples e objetivo. A história é bem interessante, ainda mais sabendo que tudo que está escrito ali é uma  verdadeiro. Já as críticas dos filmes foram interessantes, mas esperava mais aplicação na vida de Jesse.

Acha-se muitas críticas negativas ao livro, mas eu gostei. Mas do que um livro sobre filmes, ele coloca em xeque a relação entre pai e filho e como às vezes é necessário tomar medidas extremas. Fabuloso, não é, mas consegue entreter. Só não se pode ler com grandes pespectivas, porque acho que a decepção pode aparecer.

domingo, 18 de novembro de 2012

101 livros para ler em vez de "50 tons de cinza"

 Encontrei esse esquema e o achei muito interessante. A postagem original está intitulada como "101 livros para ler este verão em vez de '50 tons de cinza', mas tirei o verão já que ainda não chegou a estação aqui no Brasil. Seguindo as setinhas e indo de acordo com o seu interesse, você pode descobrir livros que te entretenha. Vale a pena dar uma olhada.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

As 10 músicas para se ouvir lendo

Muitos gostam de silêncio ao ler, outros não. Eu, dependendo do  humor, adoro ler ouvindo uma musiquinha. Ás vezes, até contribui mais para focar minha atenção. Pensando nisso fiz uma nova listinha, bem pessoal, com as dez músicas que eu mais gosto de ouvir enquanto estou lendo. Na maioria são músicas calminhas e em inglês, porque já que não entendo muito mesmo não me confundo com a letra da música e minha leitura. Mas também tem outras mais agitadas para livros mais intensos.

A lista não está em ordem de preferência...

1- O velho e o Moço - Los hermanos


2- Worlds Collide -  The Mostar Diving Club


3-  These Days - Foo Fighters


4- Dezembros - Zeca Baleiro e Fagner


5 - What Part of Forever - Cee Lo Green
 

6-  Wake Up - Arcade Fire


7-  Secrets - One Republic


8-  Tonight, Tonight - Smashing Pumpkins

9-  A Estrada - Cidade Negra


10 - Vamos fazer um filme - Legião Urbana



 E você gosta de ler ouvindo música? Deixe nos comentários suas músicas preferidas, quem sabe os gostos alheios se cruzam...

sábado, 22 de setembro de 2012

O amor nos tempos do cólera


 Meu incentivo para ler "O amor no tempos do cólera" foi pela simples questão de ter sido um livro escrito pelo ganhador do Prêmio Nobel, Gabriel García Márquez. Quis saber o porquê desse autor ter ganhado um Nobel, qual a diferença de sua escrita e o que tem demais em suas histórias. Bem, eu acho que descobri.
 
Florentino Ariza conheceu Fermina Daza quando os dois eram jovens e ingênuos. Cortejou-a através de cartas e poesias, conseguindo conquistar o coração de Fermina por um longo tempo. Porém como sempre acontece nas histórias de amor mais trágicas, a família da moça não aceitou a relação e os dois foram separados. Ela foi incentivada por seu pai a casar com o médico Juvenal Urbino e acabou cedendo, enquanto Florentino resolveu a esperar por Fermina o quanto necessitasse. Nesse caso, até a morte de Juvenal, que aconteceu apenas meio século depois.

"O amor no tempos do cólera" não é de maneira alguma um livro fácil de ler. Escrito quase todo em prosa, com pouquíssimos diálogos, ele narra de maneira forte, dramática, triste e poética essa relação entre Firmina e Florentino. Durante o livro muitas vezes fiquei sem saber se o que nosso protagonista sentia era obsessão ou amor verdadeiro, afinal esperar tanto assim não é coisa de gente normal, e cheguei a pensar realmente que Firmina não merecia tanta poesia e romantismo em sua vida ou que Florentino era um homem extremamente insistente. Mas adorei o desenrolar da história e achei o final comovente e puro.

Gabriel García Márquez escreve de maneira confiante, com muito sentimentalismo, descrevendo todos os fatos, narrando e conquistando o leitor por uma simples história de amor real, que poderia acontecer com qualquer um. Não consegui ler o livro de uma vez só, ele pede várias paradas durante a leitura para o bom entendimento e a digestão de todo o drama. Pode haver muita dificuldade para lê-lo, o livro é chatinho as vezes, mas com certeza vale a pena. 
 

Foi adaptado para o cinema, trailer abaixo:


domingo, 2 de setembro de 2012

Forrest Gump - O Contador de Histórias

Idiota:
Idiota é um termo com origem no grego "idiotes" que significa "pessoa leiga, com falta de habilidade profissional" por oposição àqueles que desenvolviam algum trabalho especializado. Na acepção original, idiota designava literalmente o cidadão privado, alguém que se dedicava apenas aos assuntos particulares em oposição ao cidadão que ocupava algum cargo público ou participava dos assuntos de ordem pública.
O termo evoluiu de forma algo depreciativa para caracterizar uma pessoa ignorante, simples, sem educação. Popularmente, um idiota é um indivíduo tolo, imbecil, desprovido de inteligência e de bom senso.
Forrest Gump é considerado um idiota, um homem que nasceu com retardamentos mentais, sabe sobre seu problemas e tenta conviver com ele e com a exploração do resto do mundo. Forrest passou por muitos locais, viu de tudo e suas histórias são quase inacreditáveis. Ele foi de tudo: universitário, jogador de futebol americano, soldado na guerra do Vietnã ,jogador de ping-pong, astronauta, jogador de xadrez, lutador, ator, e enquanto fazia tudo isso tinha sempre sua amada Jenny no pensamento e em suas ações. 

"Forrest Gump - O Contador de Histórias", escrito por Winston Groom é um livro simples, fácil de ler e muito vezes inimagináveis. Confesso que já vi o filme estrelado pelo perfeito Tom Hanks, porém livro e filme são diferentes. O filme foca mais no Gump muito inocente e sua busca por Jenny, com um final diferente do livro. Já este conta mais de seus relacionamentos, mostra um Forrest mais malandro e que sabe de suas pecualiridades. Suas amizades são valiosas, incluindo a orangotango Sue, sua amiga quase inseparável. Mas o filme conseguiu me prender mais que a obra literária, talvez pelas atuações e os adicionais dramáticos presentes.

O que mais gostei na história de Forrest foi a percepção de como todos nós somos idiotas em alguma hora, afinal não somos perfeitos. O persongem principal tinha suas necessidades, mais na maior parte do tempo ele mostrou possuir mais senso de sociedade e inteligência que muitos políticos, militares e amigos. Como ele mesmo disse "Vou dizer uma coisa: ser idiota não é nenhuma caixa de chocolates. As pessoas riem, perdem a paciência, são mesquinhas com você." Precisa ser idiota para as pessoas rirem,  perderem a paciência e serem mesquinhas com você? Não, basta apenas ser humano.

Pequenas considerações:
  • Esqueça "Corra forrest, corra!". Isso não está presente no livro. 
  • O filme é melhor que o livro. Como já disse, faltou um pouco de sentimento ao ler a história. 
  • Se você nunca viu o filme, vá ver pois é a melhor atuação de Tom Hanks. Mas assista também "O terminal", "A espera de um milagre" e tenha paciência com "Náufrago". 
  • Melhor frase do livro: "Bem, mas e daí? Posso ser um idiota, mas na maior parte do tempo tentei fazer a coisa certa. E sonhos são apenas sonhos, não são? Assim, independente de qualquer outra coisa que pudesse ter acontecido, acho que posso olhar pra trás e dizer que, pelo menos, não levei uma vida monótona. Entendem o que quero dizer?"



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