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domingo, 3 de novembro de 2013

Dupla Falta



Da mesma autora de "Precisamos falar sobre o Kevin ", Lionel Shriver, Dupla Falta é tão bem escrito que consegue transmitir todas as angústias, futilidades e pensamentos insatisfatório dos personagens. É muito irritante, pois o leitor fica passivo diante de uma personagem principal egoísta e com uma fixação doentia pelo tênis. 

Willy Novinsky joga tênis desde criança, e ultrapassou todas as barreiras impostas pela sua família e pelo mundo para conseguir seguir a carreira no esporte. Ela está perto de alcançar suas melhores posições no ranking mundial quando conhece Eric Oberdorf, um amador que esta iniciando sua carreira profissional no esporte. Os dois então se apaixonam e começam um relacionamento nada saudável, onde a competição e a inveja estão constantemente no ar.

Willy é detestável. Seus pensamentos, ações, argumentos sem sentido e opiniões fúteis  fazem o leitor detestar a personagem cada vez mais. Ela realmente acha que tênis é sua vida, esquecendo as pessoas que a amam de verdade e que querem que ela viva uma vida feliz.  Eric até tenta manter um relacionamento saudável com Willy, mas a moça é incapaz de engolir um erro e quer competir com o marido em tudo, seja no caça palavras ou mesmo xadrez. 

Pensei em largar o livro muitas vezes, por ser uma leitura nada agradável sem um contexto que me atraísse  Eu amo esportes, mas nunca gostei de tênis. Sim, ele é um esporte glamouroso, a maioria das pessoas que o praticam são ricas e belas, mas ele me parece tão falso e sem entusiasmo afinal,  o torcedor não pode torcer durante a partida e a classe deve ser mantida pelos jogadores. Tudo muito bonito por fora, mas não  imagino que também seja assim por dentro, assim como o relacionamento do casal principal. 

Eu não gosto de tênis, esqueci desse detalhe quando peguei "Dupla Falta" para ler. O resultado foram semanas e mais semanas para conseguir terminar esse livro chato e entediante. Se alguém deseja lê-lo procurando diversão, é melhor passar longe. Se quer ter uma experiência angustiante com algum livro, leia "Precisamos falar sobre o Kevin" e você terá Eva e um contexto melhor para sua história. Agora, se você realmente gosta de tênis e deseja ver as disputas realizadas no esporte humanizadas, leia o livro, irá adorar.  

sábado, 15 de junho de 2013

A guardiã da minha irmã


Livros muitas vezes acabam despertando sentimentos e sensações fortes, às vezes até mais intensas do que na vida real. A leitura de uma história pode ocasionar crises de choros, sorrisos de orelha a orelha, além de xingamentos e gritos. No caso de " A guardiã da minha irmã", todos esses sentimentos foram aflorados durante sua leitura. Extremamente sensível, abordando um tema pesado e, sendo composto por personagens defeituosos, mas que acabam sendo carismáticos, nós acabamos encontrando uma história diferente do que estamos acostumados, mas que possui qualidades que é difícil colocar em palavras. "A guardiã da minha irmã" é uma grata surpresa.


Anna tem 13 anos é quer ganhar no tribunal os direitos sobre o seu corpo, o que legalmente denomina-se emancipação médica. Sua irmã mais velha, Kate, possui um tipo de leucemia grave e Anna acabou sendo concebida em laboratório para possuir todos os genes iguais a de sua irmã, pois assim poderia doar primeiramente o cordão umbilical e, mais tarde, sangue ou outro fluido corporal de que sua irmã necessitasse. Agora, Kate necessita de um rim e Anna não deseja doar o órgão Ela entra, assim, com a ação contra os pais, Sara e Brian, para eles não a obrigarem mais a passar por tratamentos médicos sem necessidade. O problema é que a consequência desse ato será a morte de sua irmã.

"A guardiã da minha irmã" pode passar despercebido na vitrine de uma loja, mas quando ele está na mão de um leitor, nunca mais sair de lá. O livro de Jodi Picoult possui uma estrutura onde a história é contada de acordo com a perspectiva dos principais personagens. A família onde todo esse drama está implantado, Sara, Anna, Brian e Jesse, e os dois personagens que fazem um segundo plot dento da trama. Campbell, o advogado de Anna, e Julia, a curadora que acompanha a família por uma semana. 

Ao decorrer da história, ficamos cada vez mais inseridos na vida dessa família, para termos um final surpreendente até para os melhores adivinhos literários. Não tem como imaginar o que acontecerá com a família até chegar as últimas páginas. É tudo tão inconstante, os personagens estão perdidos em suas próprias vidas, e acabamos sentindo essa perdição.

Falando em personagens perdidos, não posso deixar de comentar especialmente de Campbell, um homem que demora a revelar qual a necessidade de seu cachorro (é divertido as desculpas) e que é extremamente carismático e secreto.

Jodi Picoult escreveu um maravilhoso livro e fiquei muito intrigada para ler outros livros da autora e descobrir se todos são reveladores assim. "A guardiã da minha irmã" é altamente recomendado. Não deixe de ler algum dia.

P.S.- A história foi adaptada para o cinema. "Uma prova de amor", foi dirigido por Nick Cassavetes e foi lançado em 2009. Mas atenção, o final é diferente.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os 10 melhores livros drama

Sempre existem aqueles livros dramáticos, que nos prendem a atenção e faz com que nossos olhos se encham de lágrimas. Selecionei os 10 livros mais dramáticos com que já tive contato e os que mais gostei na minha humilde opinião. Como fiz resenha para a maioria, vou apenas lincar o nome a resenha.

2-  O caçador de pipas - Khaled Hosseini
3- A menina que roubava livros - Markus Zusak
4- Os Miseráveis - Victor Hugo(Ainda não consegui ler o original, só a adaptação. Acho que ele subirá para primeiro quando ler o verdadeiro)
10- Vida de Droga - Walcyr Carrasco

E vocês, quais são os livros mais dramáticos que vocês já leram?

sábado, 13 de outubro de 2012

O meu pé de laranja lima



Zezé é um menino muito sapeca. Com seus cinco anos, ele consegue deixar todo mundo maluco com suas confusões que envolvem morcegos, cobras feitas de meia e roubos de goiabas. Recebe muitas surras, em excesso, é culpado por tudo e considera a si próprio um diabinho. Mas não podemos definir o menininho só por isso. Um pouquinho atentado, sim ele é, mas também é extremamente criativo, carinhoso, bondoso, sensível. Um menino inteligente, que já sabe ler,  é adorado pelas professoras, e que conquista amigos aonde vai. Ele possui um carinho todo especial por seu pé de laranja lima, com o qual conversa e tem uma afeição muito grade. A árvore é confidente, amigo, ás vezes um brinquedo. Mais do que tudo, ela é o refúgio de Zezé

"O meu pé de laranja lima" é um livro brasileiro, simples, tocante.  Mostra a desigualdade social existente no Brasil, a falta de oportunidade para as crianças e os adultos, a falta de paciência dos pais em momentos difíceis e como uma criança sensível age diante de tudo isso. Zezé sofre calado muitas vezes, é só encontra conforto no seu pé de laranja lima e mais tarde no seu novo amigo. 

Chorei, ri e me emocionei muito. Agradeço a José Mauro de Vasconcelos por o ter escrito algo tão puro e tão bem escrito que você sente tudo o que Zezé sente.  Como exemplo, a minha parte preferida do livro:

"Deixei ele sentado lá e fui reinar. Descobrir coisas. Como era lindo aquele pedaço de rio. Molhei os pés e vi um mundo de sapinhos pra lá e pra cá na correnteza. Fiquei vendo a areia, os seixos e as folhas sendo puxados pela correnteza. Me lembrei de Glória.

"Deixa-me, deixa-me, fonte!
Dizia a flor a chorar: Eu fui nascida no monte...
Não me leves para o mar.

E a fonte, rápida e fria,

Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.

Ai, balanços do meu galho,

Balanços do berço meu;
Ai, claras gotas de orvalho
Caídas do azul do céu!..."


Glória tinha razão. Aquilo era a coisa mais bonita do mundo. Pena que eu não pudesse contar pra ela que vira a poesia viver. Não era com flor, mas com uma porção de folhazinhas que caíam das árvores e iam embora para o mar. Será que o rio, esse rio vai também pro mar?... "

sábado, 6 de outubro de 2012

A culpa é das estrelas


De tempos em tempos aparecem histórias que compõe dois ingredientes: doentes terminais e um amor platônico. Na maioria das vezes temos um enredo meloso, cheio de chororó, aceitação da vida e frases de efeitos. "A culpa é das estrelas" é exatamente assim, mas de algum modo consegue inserir um toque de comédia e fofura que faz toda a diferença.

Hazel Grace  tem 16 anos, câncer nos pulmões, é obrigada a comparecer ao grupo de apoio e possui um carinho especial pelo livro "Uma Aflição Imperial". Uma garota de quem poderíamos sentir pena, mas que diferente disso, transmite uma elevada personalidade. Quando Hazel conhece Augustus inicia-se uma conexão, uma amizade colorida que é abordada durante todo o livro de forma natural e leve. Assistindo filmes, lendo livros, conversando sobre video-games ou a filosofia da vida, os dois juntos parecem um casal que deve e merece ficar juntos para sempre. Mas como nessas histórias de amor nada é fácil, eles terão que esperar o destino decidir por eles.

John Green escreveu um livro que realmente consegue abordar o drama e a comédia de maneira ideal. Hazel é uma garota carismática, que sabe de sua real condição não se iludindo quanto a isso, entretanto  continua caminhando para encontrar algo bom em sua vida. August é um cavaleiro, uma galante, um menino pelo qual todas nós piraríamos. Além disso, todos os personagens possuem traços humanos,  até Peter van Houten, afinal demoramos o livro inteiro para entender qual o seu papel na história, além de ser o ídolo convencido de Hazel.

Chorei, dentro do ônibus por sinal, e ri lendo "A culpa é das estrelas". Um livro que realmente nos faz pensar sobre o valor que damos a nossa vida e a dos que amamos, uma agradável surpresa.

sábado, 22 de setembro de 2012

O amor nos tempos do cólera


 Meu incentivo para ler "O amor no tempos do cólera" foi pela simples questão de ter sido um livro escrito pelo ganhador do Prêmio Nobel, Gabriel García Márquez. Quis saber o porquê desse autor ter ganhado um Nobel, qual a diferença de sua escrita e o que tem demais em suas histórias. Bem, eu acho que descobri.
 
Florentino Ariza conheceu Fermina Daza quando os dois eram jovens e ingênuos. Cortejou-a através de cartas e poesias, conseguindo conquistar o coração de Fermina por um longo tempo. Porém como sempre acontece nas histórias de amor mais trágicas, a família da moça não aceitou a relação e os dois foram separados. Ela foi incentivada por seu pai a casar com o médico Juvenal Urbino e acabou cedendo, enquanto Florentino resolveu a esperar por Fermina o quanto necessitasse. Nesse caso, até a morte de Juvenal, que aconteceu apenas meio século depois.

"O amor no tempos do cólera" não é de maneira alguma um livro fácil de ler. Escrito quase todo em prosa, com pouquíssimos diálogos, ele narra de maneira forte, dramática, triste e poética essa relação entre Firmina e Florentino. Durante o livro muitas vezes fiquei sem saber se o que nosso protagonista sentia era obsessão ou amor verdadeiro, afinal esperar tanto assim não é coisa de gente normal, e cheguei a pensar realmente que Firmina não merecia tanta poesia e romantismo em sua vida ou que Florentino era um homem extremamente insistente. Mas adorei o desenrolar da história e achei o final comovente e puro.

Gabriel García Márquez escreve de maneira confiante, com muito sentimentalismo, descrevendo todos os fatos, narrando e conquistando o leitor por uma simples história de amor real, que poderia acontecer com qualquer um. Não consegui ler o livro de uma vez só, ele pede várias paradas durante a leitura para o bom entendimento e a digestão de todo o drama. Pode haver muita dificuldade para lê-lo, o livro é chatinho as vezes, mas com certeza vale a pena. 
 

Foi adaptado para o cinema, trailer abaixo:


domingo, 2 de setembro de 2012

Forrest Gump - O Contador de Histórias

Idiota:
Idiota é um termo com origem no grego "idiotes" que significa "pessoa leiga, com falta de habilidade profissional" por oposição àqueles que desenvolviam algum trabalho especializado. Na acepção original, idiota designava literalmente o cidadão privado, alguém que se dedicava apenas aos assuntos particulares em oposição ao cidadão que ocupava algum cargo público ou participava dos assuntos de ordem pública.
O termo evoluiu de forma algo depreciativa para caracterizar uma pessoa ignorante, simples, sem educação. Popularmente, um idiota é um indivíduo tolo, imbecil, desprovido de inteligência e de bom senso.
Forrest Gump é considerado um idiota, um homem que nasceu com retardamentos mentais, sabe sobre seu problemas e tenta conviver com ele e com a exploração do resto do mundo. Forrest passou por muitos locais, viu de tudo e suas histórias são quase inacreditáveis. Ele foi de tudo: universitário, jogador de futebol americano, soldado na guerra do Vietnã ,jogador de ping-pong, astronauta, jogador de xadrez, lutador, ator, e enquanto fazia tudo isso tinha sempre sua amada Jenny no pensamento e em suas ações. 

"Forrest Gump - O Contador de Histórias", escrito por Winston Groom é um livro simples, fácil de ler e muito vezes inimagináveis. Confesso que já vi o filme estrelado pelo perfeito Tom Hanks, porém livro e filme são diferentes. O filme foca mais no Gump muito inocente e sua busca por Jenny, com um final diferente do livro. Já este conta mais de seus relacionamentos, mostra um Forrest mais malandro e que sabe de suas pecualiridades. Suas amizades são valiosas, incluindo a orangotango Sue, sua amiga quase inseparável. Mas o filme conseguiu me prender mais que a obra literária, talvez pelas atuações e os adicionais dramáticos presentes.

O que mais gostei na história de Forrest foi a percepção de como todos nós somos idiotas em alguma hora, afinal não somos perfeitos. O persongem principal tinha suas necessidades, mais na maior parte do tempo ele mostrou possuir mais senso de sociedade e inteligência que muitos políticos, militares e amigos. Como ele mesmo disse "Vou dizer uma coisa: ser idiota não é nenhuma caixa de chocolates. As pessoas riem, perdem a paciência, são mesquinhas com você." Precisa ser idiota para as pessoas rirem,  perderem a paciência e serem mesquinhas com você? Não, basta apenas ser humano.

Pequenas considerações:
  • Esqueça "Corra forrest, corra!". Isso não está presente no livro. 
  • O filme é melhor que o livro. Como já disse, faltou um pouco de sentimento ao ler a história. 
  • Se você nunca viu o filme, vá ver pois é a melhor atuação de Tom Hanks. Mas assista também "O terminal", "A espera de um milagre" e tenha paciência com "Náufrago". 
  • Melhor frase do livro: "Bem, mas e daí? Posso ser um idiota, mas na maior parte do tempo tentei fazer a coisa certa. E sonhos são apenas sonhos, não são? Assim, independente de qualquer outra coisa que pudesse ter acontecido, acho que posso olhar pra trás e dizer que, pelo menos, não levei uma vida monótona. Entendem o que quero dizer?"



sábado, 18 de agosto de 2012

Precisamos falar sobre o Kevin


Eva teve problemas com o seu filho desde que o garoto nasceu. Kevin parecia não gostar dela, não quis mamar no peito, não gostava de suas conversas, brinquedos, comida, de absolutamente nada. O menino tinha variados comportamentos, com o pai era amável e condescendente, com ela malvado e sapeca. Com o passar do tempo, a mãe de primeira viagem começou a ter certo rancor do filho e suas atitudes deixaram claro esse sentimento para todos. A caçula, Celia, nasceu, Kevin cresceu, mas ambos, mãe e filho, continuaram os mesmos. Até o dia em que Kevin, agora com 16 anos,  matou 7 alunos, 1 professora e 1 funcionário de sua escola. Um assassinato que chocou todo o país, inclusive Eva, que diante de tantos avisos não percebeu o mostro que se formava em sua casa. Mas será o garoto completamente culpado? E sua função de mãe, onde fica? E a sociedade norte americada e seus ideias de liberdade se encaixam aonde no episódio sinistro? E isso que Eva tenta descobrir durante as 364 páginas de "Precisamos falar sobre o Kevin".

Lionel Shriver escreveu algo que eu, leitora assídua, nunca tinha lido. Um livro aflitivo, forte, e a melhor definição que já encontrei "pertubador'. A história não é real, mas é composta por elementos que sabemos que são reais, por episódios que ainda acontecem, principalmente nos Estados Unidos. Isso faz parecer uma história verídica,  faz você ler as cartas que Eva escreve a seu marido Franklin de modo diferente, sentido a dor de mãe, a dor de esposa, a dor de ser a culpada. E no final do livro, quando você chega a "quinta-feira" fatídica, tudo o que você sentiu anteriormente no livro dobra, você odeia o Kevin, não há desculpa para sua ação. Pelo menos é essa a sensação.

"Precisamos falar sobre o Kevin" é uma leitura difícil, tanto na forma de raciocínio da leitura, como no emocional. A leitura é forte, demorei mais tempo que planejava para ler porque não conseguia seguir adiante com tanta coisa para engolir. Ao final da última página, você para e pensa dez minutos sobre como é sua vida e como ela é boa. Leitura obrigatória para todos, sendo uma nova experiência necessária.

Pequenas considerações:
  • Eu ainda não sou mãe, e falta muito para ser ainda. Acho que as sensações que o livro traz as mães podem ser ainda mais aflitivas.
  • Célia e o olho. Para quem já leu, permita dizer o qual forte foi tudo aquilo para mim, do inicio até a caixinha de Kevin. Para quem não leu, esqueça isso, você vai entender.
  • Há a adaptação para os cinemas. Verei hoje, e depois trago minha opinião sobre o filme. Veja o Trailer abaixo, que consegue trazer o qual forte, filme e livro.

domingo, 5 de agosto de 2012

A Tormenta de Espadas

ESTA RESENHA CONTÉM REVELAÇÕES SOBRE O ENREDO!

De todos os três primeiros livros da série, "A Tormenta de espadas" foi o maior,  884 páginas, e o com certeza o melhor. Muitas batalhas, descobertas, manipulações, traições, segredos, mortes e surpresas.  Já deu para ver como o livro não decepcionou.

O terceiro livro começa exatamente onde acabou o anterior. Jaime sendo levado para Porto Real, por Brienne, para ser trocado por Sansa e Arya. A mais nova está muito longe fugindo para Correrio e a outra sofrendo os tormentos de Joffrey. Enquanto isso Bran está partindo com Jojen Reed, Meera Reed, Hodor e verão em busca do corvo de três olhos, Tyrion  foi quase morto após sua última batalha,  Daenerys Targaryen dominando as cidades livres, Stannis ainda tentando conquistar os sete reinos e Jon com os selvagens.

Para minha alegria, quase todos os personagens prenderam a minha atenção em seus respectivos capítulos, com exceção de Daenerys, que só conquistou, conquistou e conquistou, e Catelyn Stark. Tyrion, John, Arya e surpreendentemente Sansa foram os melhores personagens.

O anão agora não é mais mão do rei, perdeu meio nariz e possui uma cicatriz horrível no rosto. Porém continua com uma língua afiada, com pensamentos inteligentes e com seus encontros secretos com Shae. Mas sua vida muda quando resolvem casá-lo com Sansa e colocá-lo na função de Mestre da Moeda. Já Sansa, coitada, sempre possui a esperança de fuga, e quando finalmente se vê livre, percebe que está nas mãos talvez do maior manipulador de Westeros, e quem sabe do mundo, Mindinho.

Arya está tentando encontrar sua mãe, mas acaba sendo capturada pelos Bravos companheiros e mais tarde por Sandor Clegane. A garotinha está se mostrando cada vez mais perigosa e perspicaz, e espero muito dela no próximo livro, agora que está viajando para Bravos. Quanto a Bran, só fiquei animada com ele ao final, quando finalmente atravessa a muralha. Realmente não sei o que esperar, mas Meera conquistou minha simpatia por suas caçadas.

Mas nada mais assustador que os casamentos! No primeiro, uma carnificina não tão bonita de se ler... Fiquei com pena de Rob e de Cat, e principalmente da viúva Stark quando cheguei a última página.  Louca para descobrir o que ela vai aprontar. Na outra união, o melhor acontecimento de todos os tempos.  A morte de Joffrey foi hilária, e juro que tive vontade de rir imaginando-o engasgando. Nem pena da Cersei eu tive, aquela mulher merece muito sofrer um pouco, e estou começando a ver isso acontecer.

Já Jon e Ygritte formaram o melhor casal dessa série, mas é claro, Martin tinha que matá-la. Gostei de todas as aventuras do patrulheiro, com os selvagens, na muralha, só não muito da descrição detalhada de certas ações em uma caverna. Bem, por fim, nada melhor do que os selvagens serem expulsos por Stannis, agora com um bom exército de gigantes, mercenários e afins, e que o “rei” tente corromper Jon. Mas agora o bastardo é Lorde Snow e será difícil o abandono do manto negro.

Porém nada me surpreendeu mais do que saber o que Jaime Lannister pensa. O mais legal dos livros de Martin é que você vai recebendo informações dos personagens, mas só quando descobrimos realmente o que pensam e o porquê de suas ações, você os entende. Sim, eu gostei de Jaime, mas ainda não consegui esquecer o que ele fez a Ned Stark e Bran. Agora, Brienne ainda tem muito a oferecer. Será ela capaz de achar Sansa? 

O que posso fazer agora e ler “O Festim dos Corvos” para ter minhas respostas. Porém vou dar um tempo lendo outro livro para minha humilde cabecinha não ter um colapso.  Poucos livros me surpreenderam tanto e me chamaram de idiota como esse, isso é a única certeza que eu tenho.

domingo, 8 de julho de 2012

Dexter - A mão esquerda de Deus

Dexter Morgan é bonito, charmoso e possui um ótimo trabalho como perito na polícia de Miami. Porém ele possui um outro lado obscuro e negro,  onde o “passageiro sombrio” domina todos os seus atos e pensamentos. Dexter é um serial killer, um assassino, e acaba sendo  influenciado por seu pai adotivo a seguir um código, onde pode apenas matar pessoas que realmente merecer morrer, seguindo todo um padrão. Entretanto quando um novo serial killer aparece em Miami, assassinando prostitutas, Dexter ficará fascinado e aterrorizado com o trabalho do seu novo "colega" e colocará em risco todo seu disfarce, enquanto tentará ajudar sua irmã Deborah a capturá-lo.

"Dexter- A mão esquerda de Deus" foi o livro que deu origem a série "Dexter", um dos melhores seriados atuais, senão o melhor. Analisar e ler o livro tentando separá-lo da série é impossível. Dexter Morgan é um ser inumano, ou pelo menos se considera como tal. Sem sentimentos, sem vontades,  usando apenas uma máscara para esconder seu verdade instinto assassino. Um homem que mata por prazer e apenas viu o "Código Harry" como uma forma de matar mais e mais em segurança, e não de ser um justiceiro ou um salvador. Se escondeu durante anos, vivendo apenas uma vida de fachada  namorando Rita, tendo uma família, amigos e se esforçando para ter uma interatividade social. 

Os outros personagens são menos adoráveis, mas possuem suas próprias características. Sargento Doakes, desconfiado, sabe que Dexter é perigoso, mas não sabe o porquê. Tenente Maria LaGuerta, chefe de Dexter é uma mulher dissimulada, falsa, oferecida e me irritou muito, juntamente com Debra, que está insuportavelmente chata, falando mais palavrões do que nunca e sem conseguir fazer nada por conta própria, dependendo dos palpites do irmão para subir em sua carreira. E é claro, Rita, menos chata no livro por causa de sua pouca participação, a "namorada" de Dexter apareceu no início do livro e depois desapareceu.

Gostei como Jeff Lindsay, a autora, escreveu em primeira pessoa, entrando na cabeça de um dos meus personagens preferidos e é realmente interessante descobrir o que ele está sentindo, ou não. O problema foi que a primeira temporada é parecidíssima com o livro, e apenas do meio para frente é que o enredo muda para uma direção um pouco confusa. No momento, tendo lido só 1 dos 5 já publicados, eu preferi o seriado de TV. Porém tudo pode mudar quando ler os outros.

Pequena consideração:
Juro que tentei escrever a resenha sem comparar, mas não teria a mesma graça.

sábado, 9 de junho de 2012

A Fúria dos Reis

Segundo livro de "As Crônicas de Gelo e de Fogo", "A Fúria dos Reis" é uma continuação com a mesma intensidade do primeiro livro da série. Há muita guerra, sangue, mentiras, intrigas e sede de poder.

Stannis Baratheon, irmão do falecido rei, quer o trono, afinal o seu sobrinho, Rei Joffrey, é filho do incesto entre Cersei e Jaime Lannister... Assim ele vai  a luta contando com a ajuda de Melisandre de Asshai, a sacerdotisa, que promete levá-lo ao Trono de Ferro com a ajuda do "Deus da Luz". Enquanto isso, o outro irmão de Robert, Renly Baratheon também quer ser rei, e declara guerra contra o irmão. Catelyn Stark tenta apaziguá-los, mas será difícil controlar a ira dos irmãos.

Já Tyrion Lannister agora é a mão do rei, possuindo o poder que sempre quis. Tentando controlar Joffrey de suas loucuras, interferindo nos planos de Cersei e criando alianças com os outros reinos, o duende se mostra a única salvação quando as coisas ficam realmente feias. Enquanto isso, Sansa começa a receber uma ajuda do bobo da corte, talvez não seja o que ela esperava, mas toda ajuda é bem vinda quando se está prometida à Joffrey.

Os outros irmãos Stark também estão separados. Bran e Rickon em Winferfel na companhia de Jojen e  Meera, ou pelo mesno até Theon Greyjoy "virar a casaca" e dominar o lugar. Rob está em guerra, tentando controlar sua mãe e todos os outros que desejam Jaime morto, Arya finge ser Arry, se passando por um servo no castelo de Harrenhal e com a ajuda do estranho Jaqen H'ghar  passará por muito para conseguir sair do lugar enfestado de Lannisters.  Já Na patrulha da noite, Jon Snow sai a procura dos selvagens, e poderá trair seus irmãos e a sim mesmo. 

Finalmente Daenerys Targaryen está na cidade de Qarth, com seus dragões procurando um modo de voltar. Ela terá que ser bem esperta para conseguir salvar-se de um lugar cheio de perigos armações. 

O livro também traz  dois novos personagens na minha opinião importantissimos: Davos Seaworth, o braço direito de Stannis, Brienne de Tarth, a guerreira, primeiro de Renly, depois de Cat. Já alguns personagens deveraim ter mais destaque: Dany aparece pouco no livro, Robb menos ainda. Tyrion continua sendo meu favorito, mas seus dias de gloria infelizmente terão fim. 

Agora, darei um tempo para o terceiro livro, "A tormenta de Espadas". Deve haver uma preparação espiritual para 800 páginas escritas por Martin.

P.S Decepcionada fiquei com a série da HBO. Muitas mudanças e adições no enredo, mas nada que prejudicou o sentido total.

sábado, 12 de maio de 2012

A Guerra dos Tronos

"As crônicas o gelo e do fogo” é a sensação do momento, já que livro e seriado estão levando a magia dos 7 reinos a milhões de pessoas pelo mundo. Uma história que foi iniciada em 1996, ganhou vários prêmios com o primeiro livro, mas só foi realmente valorizada e difundida pelo globo depois que o seriado "Game of Trhones" foi lançado pela HBO. Seriado, que por sua vez, é muito fiel ao livro, com todos os seus personagens maravilhosos, lugares exóticos e lobos ferozes.

O primeiro livro da série, "A Guerra dos Tronos" inicia-se com o rei Robert Baratheon, rei dos sete reinos, tentando convencer Eddard Stark, o protetor das terras do norte e senhor de Winterfell, a se tornar a mão do rei e segui-lo para Porto Real, a capital. Levando suas duas filhas, Sansa e Arya, Ned acaba indo e deixando sua mulher e seus filhos Rob, Bran e Rickon, e permite à seu filho bastardo, Jon Snow, a ir para a muralha, prestar serviços a Patrulha da Noite. Chegando a seu destino, depois de muita turbulência, choro e alguma mortes, a Mão do Rei se vê em um lugar cheio de intrigas, traições e assassinatos, e é nesse inferno em que ele terá que descobrir quem matou a antiga mão do rei, Jon Arryn, e qual foi o motivo. 

Um desafio para mim é conseguir separar livro e a série da HBO. Eu não consigo. Primeiramente vi o seriado, fiquei completamente apaixonada e só agora comprei os livros. Por um lado essa experiência foi positiva porque  eu descobri a história, mas por outro lado, quando eu peguei o "A Guerra dos Tronos" eu já tinha todas as características dos personagens e lugares na minha cabeça, já sabia toda a história e suas surpresas. O pior é que estou cometendo o mesmo erro, não conseguindo deixar de ver a segunda temporada, considerando que ainda estou na pagina 60 de " A Fúria dos Reis". Hipnótico? Magia? A mídia usando seus meios? Não sei, só sei que George R. R. Martin criou mais que uma história, criou um mundo para qual eu, e muitos outros, fugimos. Mas o melhor de tudo é que você pode escolher para onde quer ir. 

Primeiramente você pode ir para Winterfell, encontrar Bran, um doce menino que ficou paraplégico depois de descobrir a traição de uma rainha, Rob, um garoto tendo que fazer a função de rei, e Rickon, uma criança de quatro anos sendo obrigado por todos a ter uma maturidade que não possui. Além disso temos Verão, Vento Cinzento e Cão Felpudo, seus respectivos lobos, Hodor, que carrega Bran por todo lado, o Mestre, a Ama, os Guardas. São muitos personagens para um texto só.
 
Também poderá viajar junto com Catelyn Stark, esposa de Ned, enquanto ela tenta descobrir quem mandou matar Bran. Mulher honrada, fiel a seu marido, inteligente e ousada, mas muitas vezes extremamente chata e irritante. Ela acaba capturando Tyrion Lannister, o duende, meu personagem preferido por ser perspicaz, inteligente, não muito belo, mas extremamente sensível. Ele é um gênio!

Pode também ir para A Muralha, um luga frio e isolado, onde está Jon Snow, tentando se adaptar. Um menino de 14 anos, agora 15, bastardo de Ned e odiado pela madrasta. Com ele temos Samwell, um amigo covarde, que não sabe fazer absolutamente nada, mas que é leal a Snow. Jon é outro personagem que gosto muito, pois todos o perseguem e o maltratam, mas ele não se abala. Ele permite apenas que Fantasma o veja chorar.

Não lhe aconselho muito a ir em Porto Real. Muitas intrigas, muita inveja, violência e maldade. Poderá ver Ned buscar quem matou e porque Jon Arryn, a antiga mão do rei e ser honrado e leal  pagando um grande preço por isso. Verá também um rei egoísta e nada honrado, uma rainha, Cersei Lannister, irada e totalmente má e seu irmão, com quem mantém um caso. Um príncipe, Joffrey Baratheon, simplesmente idiota, Sansa Stark, iludida e muitas vezes egoísta e Arya Stark, uma moleca adorável. Além deles, os membros do conselho: Varys, a aranha, Meistre Pycelle e Mindinho. Não confie neles de nenhum modo.

Finalmente podemos atravessar o mar e chegar ao leste, onde encontraremos Viserys Targaryen, o legítimo, ou assim se considera, homem a poder se sentar no Trono de Ferro. Outro idiota que acaba prometendo sua irmã Daenerys Targaryen à Khal Drogo, um senhor de cavalos dothraki. Mas nem tudo sai como esperado e Danny é muito mais que uma simples mulher, ela tem sangue de dragão nas veias.

Depois de se refugiar em todos esse lugares, saiba que há muito mais por vir. Exatamente 6 livros, ou quem sabe mais? Afinal, o trono é poder, e "Quando se joga o jogo dos tronos, você vence ou você morre. Não existe meio-termo". Muitos irão morrer, pode ter certeza.

domingo, 29 de abril de 2012

Crime e Castigo



Sinopse:
"O Romance Crime e Castigo (1866) seria de expectativa para uma legião de leitores fascinados com o destino de Raskólnikov, estudante e homicida perseguido pela memória de seu crime. Raskólnikov, paupérrimo, resolve matar uma miserável e inútil usuária, para salvar a si próprio e a sua família, comete o crime, mas logo se vê obrigado a assassinar outra pessoa, inocente, e sai sem ter roubado nada, as dúvidas o devoram, seu duelo de conversas com o comissário de polícia destrói-lhe os nervos, e por fim, confessa o crime a uma prostituta que lhe mostra o caminho do arrependimento e do Evangelho. Dostoiévski identifica o problema central dos limites da liberdade da ação humana, mas também sugere as possibilidades de redenção pelo crime."


Crime e Castigo é  tenso, pesado e complexo. O texto pede toda a atenção do leitor, e a história, ao meu ver, poderia ser resumida em umas 100 paginas, muito menos do que as 555 paginas que ele possui. O livro é um clássico mundial, muito bem escrito e estruturado, porém é uma leitura difícil e sua história pouco chamativa, mesmo com a reflexão sobre o valor do homem e seus pensamentos em relação a vida. E quantos pensamentos... Uma aula de sofrimento e de como se livrar dele.

Este livro não é para qualquer um. Acho que não consegui absorver nem cinquenta por cento de seus ensinamentos. Custei a criar coragem para lê-lo e quando finalmente o terminei , fiquei felicíssima. Afinal, não são todos os livros que conseguem me conquistar. Recomendo "Crime e Castigo" apenas àqueles que possuem coragem e ânimo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Um amor para recordar

Sinopse: 
Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.

"Um amor pra recordar", uns dos primeiros romances e Nicholas Sparks, é totalmente água com açúcar com uma história totalmente cliché. Um garoto e uma garota, em vidas totalmente opostas, se apaixonam, mas o destino intervém e eles terão que derrubar barreiras para permanecerem fiéis um a outro. Como muitas pessoas, primeiramente chorei muito com o filme para depois descobrir que era uma adaptação, e pela primeira vez na minha vida, eu preferi a história de Landon e Jamie nas telonas.

domingo, 8 de abril de 2012

O retrato de Dorian Gray

Dorian Gray é um jovem inocente, doce e lindo, que após a morte do avó muda-se para Londres e herda o patrimônio do falecido. Amigo de Basil, um artista da alta classe, ele logo se vê como modelo principal e único do pintor. Porém, a influência de Lorde Henry, um idealizador da vida e dos prazeres, acaba por levar Dorian a um caminho sem volta, onde a beleza e a juventude são mais importantes do que a própria alma do indivíduo.

"O diário de Dorian Gray" foi uma história que me fascinou desde que conheci. Sempre soube o enredo central, li adaptações, mas custei a achar o livro verdadeiramente escrito por Oscar Wilde. Bom, como era de se esperar, não me decepcionei com um livro que retrata de forma simples, mas ao mesmo tempo inteligente, a ideia da superficialidade e ignorância humana. O retrato pintado por Basil sofre todas as consequências das atitudes de Dorian e sua alma é cada vez mais corrompida, mas ele continua belo e jovem, o que na sua concepção é o mais importante.  

Vários filme já foram adaptados, cada um com um propósito e um foco diferente. No mesmo dia que terminei o livro, fui ver o mais recente estrelado pelo lindo Ben Barnes, de 2009. A adaptação possui muitas diferenças, com trechos mudados ou adicionados a história, mas a ideia central se mantêm. Recomendado, filme e livro!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Jogos Vorazes - O filme

Contém revelações sobre o enredo 
"Jogos Vorazes" estreou a uma semana e assim que pude fui correndo assistir. A história logicamente, é a mesma. Katniss é uma jovem que vive com sua e mãe e irmã em uma pequena casa do Distrito 12, em Panem. Todo ano ocorrem os Jogos Vorazes, uma competição mortal entre vinte quatro tributos, um menino e uma menina de cada distrito, em um programa televisionado para todo o país. Katniss acaba se oferendo como tributo no lugar de sua irmã, e indo para os jogos junto com Petta, o filho do padeiro. Lá ela terá que, primeiramente, sobreviver e que sabe não começar um revolução, mesmo sem querer.  
Image DetailDurante o filme, diferente do livro, há cenas que mostram a formulação do jogos, conversas ente o presidente Snow e Seneca, o idealizador dos jogos, e reações nos distritos. Tudo criado para fornecer àqueles que não leram o livro a compreensão sobre os jogos, e enfatizar a ideia de regime totalitário e manipulação midiática. Diferente do livro, a heroína não ganhou o broche de tordo da filha do presidente e os monstros no final não pareciam com os demais participantes, o que foi decepcionante. 
Porém, o filme não fugiu muito do livro escrito por  Suzanne Collins, mesmo não sendo completamente fiel. Com um cenário futurista, e na minha opinião genial,  a obra atendeu as minhas expectativas. Ri, chorei e me comovi,  sem contar as cenas de ação os close-up nos machucados, que causaram muito nervoso.  Jennifer Lawrence interpretou Katniss brilhantemente, Lenny Kravitz foi adorável como Cinna, Elizabeth Banks fez uma perfeita Effie, mas nada comparado a Woody Harrelson no papel de Haymitch, perfeitamente como eu havia imaginado. 
Essa é a mera opinião de um fã da trilogia, e agora do filme. Quem quiser ter uma opinião de especialistas que nunca leram o livro e  são neutros no assunto, clique aqui e veja. Agora, só o que posso fazer esperar "Em chamas".

domingo, 18 de março de 2012

Pequena Abelha

 Sinopse:
"Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa… Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola."

Como resenhar um livro onde verdadeiramente não se pode contar o enredo, sem contar a essência da história? Realmente muito difícil, "Pequena Abelha" é um livro sensível, bonito e muito triste. Desafio o leitor a imaginar como será essa história, o que acontece nesse "dia fatídico". Você nunca irá descobrir. Por mais que o enredo seja simples, a história bela e os personagens realmente humanos esse  livro nos leva a um lugar na nossa consciência que não costumamos ir, um lugar onde temos um desafio: pensamos apenas em nós mesmo ou tentamos ajudar ao outro?

Além disso, o livro traz a história aos pouquinho, com tempo para você digerir todos os momentos. Gostei desse fato, não houve pressão do autor Chris Cleave para a resolução e o tamanho do livro foi ideal, sem muitas delongas. Livro recomendadíssimo!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Juízo Final


Sinopse : No começo, parecia mais uma missão secreta, dessas que já haviam virado rotina na vida do oficial da Marinha americana Robert Bellamy. Mas as sucessivas mortes - todas em circunstancias misteriosas - das testemunhas da queda de um balão meteorológico que continha informações militares sigilosas colocam o agente diante de um inimigo muito mais poderosos e imprevisível do que qualquer outro que enfrentara antes. Mas do que seu país, Bellamy precisa defender seu planeta.


"Juízo Final" foi o pior livro de Sidney Sheldon que já li, achei que seria impossível encontrar um livro ruim de Sheldon mas esse foi decepcionante. Talvez pelo enredo, extraterrestres não são muito do meu agrado, ou a falta de uma heroína, já que o personagem principal é um homem, mas o livro não foi atraente. Mas também não se pode se desfazer inteiramente da história, a busca das testemunhas e a fuga de Robert são partes bem envolventes, e  os personagens bem descritos e caracterizados. Devido a tantos livros bons do autor, não recomedo esse.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quarto

Sinopse
"Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar."

"Quarto" é um os livros mais chocantes e tocantes que já li. Primeiramente, a história é narrada pela visão de Jack, o menininho de 5 anos que não sabe conjugar o verbo trazer, adora o desenho "'Dora, a aventureira" e que nunca saiu de um quarto. Jack é encantador e ingênuo, como qualquer criança de cinco anos, mas de uma maneira mais intensa por causa de sua condição. Sua mãe é um mulher forte, amorosa e criativa, que em meio a tanto sofrimento fornece ao filho estudo, brincadeiras e amor.  

O livro explica a história com mais clareza ao decorrer da narrativa principalmente o motivo do confinamento. Isso torna, ao meu ver, a autora Emma Donoghue sensível e inteligente, pois ela não joga toda a tristeza de uma vez só, mas faz com que o leitor entre na vida de mãe e filho vagarosamente ao mesmo tempo que  descobre a vida dos dois em seu devido tempo.   

O livro consegue trazer todos os sentimentos de um ser humano a tona. Amor, ódio, pena, justiça, fraqueza, sensibilidade, ... Todos os personagens reagem de uma forma diferente ao "quarto". Entretanto para Jack, aquele é o seu mundo e será difícil fugir dele, mesmo estando no "lá fora".

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Laranja Mecânica

"Laranja Mecânica" é um  livro excepcional. Escrito em 1962, o livro é um retrato da violência juvenil que permanece no mundo desde os tempos remotos.

  CONTÉM REVELAÇÕES SOBRE O ENREDO!

A história de Anthony Burguess foca em Alex De Large, um jovem líder de uma gangue que amedronta as noites em um mundo futurístico, e é contada no intrigante “Laranja Mecânica”.  O livro traz a visão de um futuro violento, traiçoeiro e chocante. Alex possui casa e família, mas nada o impede de, junto com seus “drugs”, bater em um mendigo idoso, ter uma briga sanguinária com uma gangue rival e invadir a casa de um escritor, estuprar sua mulher e espancá-lo brutalmente. Mentindo para os pais que esta trabalhando, Alex faz tudo isso e muito mais em suas noites andando pela cidade. Até que os participantes de sua gangue, cansados de sua tirania, tentam desafiá-lo e se vingam.  “Acidentalmente”, Alex mata uma mulher, seus amigos o entregam a policia, onde é preso e condenado.

Depois de alguns anos preso, Alex aceita participar do “Tratamento Ludovico”, uma terapia do governo que consiste em ver filmes violentos enquanto é aplicado um soro que causa aversão a cena exposta. Alex sai da clínica sem ser capaz de ter ações violentas, nem sexuais, além de não poder mais ouvir a Nona Sintonia de Beethoven, sua predileta. Quando retorna para casa, descobre que sua mãe o substitui por um inquilino, e fica indignado. Também encontra com alguns a quem fez mal, que se vingam com a mesmo violência usada por Alex. Assim, ele tenta se suicidar, mas fracassa e acaba indo para o hospital, onde inesperadamente é curado e volta ao seu normal. Mas nada será como antes, afinal, ele cresceu...

Alex, no filme
O personagem principal me conquistou quando vi a adaptação cinematográfica do livro de 1971,  pelo diretor de Stanley Kubrick. Alex é medonho, divertido, engraçado, desumano. Um anti-herói bem simpático, que fez uma legião de fãs. O livro, narrado em primeira pessoa,  traz trechos como: “meu caro amigo” ou “esse humilde narrador”, e mostra como Alex tem um humor negro, mas ao mesmo tempo ao meu ver adorável. As cenas bizarras e maldosas  também ajudam a compor esse gênio. Outra característica marcante da obra é a presença de um vocabulário novo, criado pelo autor. “O Nadsat”, que foi baseado na língua russa e no linguajar da classe operaria inglesa.

O livro traz um personagem violento e a tentativa do estado de mudar o mesmo. Alex vira uma criatura mecânica, seus extintos são desprezados, não tem mais dignidade e não pode se defender.  Porém, vemos que ele mesmo em seu estado automático tinha sentimentos violentos, o que prova que a experiência não conseguiu mudar seu interior. Assim, ao voltar ao normal ele prova a ineficácia do estado em sua mudança e mostra que não é possível mudar um ser humano quando este não quer mudar.

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