
Bem, não existe religião, não existe cultura (só o cinema sensível é permitido) e a elevação de castas é proibida. Além disso, ninguém se rebelar pois desde crianças todos são condicionados a "hipnopedia" ou ensino do sono, consistindo em repetir frases ao humano durante o sono, que quando acorda, a aplica sem se questionar. Não posso esquecer de comentar também que o ser mais superior da sociedade é chamado de Ford... Alguma semelhança com Ford e suas linhas de montagem?
Bom, mas toda esse regime totalitário fica ameaçado quando Lenina e seu companheiro de viagem Bernard vão a um lugar remoto na América do Sul, chamado de Selva, e encontram John, um selvagem que nasceu de Linda, uma "Beta menos" perdida. Achando o fato incrível, Bernard acaba levando os dois para a sociedade e John fica felicíssimo, repetindo insistentemente "Admirável mundo novo!". O que esse pobre garoto não sabia é que o mundo novo não era lá tão admirável e sua felicidade estava acabando.
"Admirável mundo novo" é incrível. O autor consegue descrever métodos e esquemas com tanta naturalidade e eficiência que o leitor é quase convencido que tudo pode um dia ser real, ou já é. Quanto aos personagens, com o coração romântico que tenho, apenas John me cativou, pobre garoto. Vale muito a pena ser lido!
Interessante completar esse post, falando de algumas inspirações causadas pelo livro. A cantora Pitty lançou uma música com referência no livro, chamada "ADMIRÁVEL CHIP NOVO" , a banda The Strokes fez o mesmo, a musica se chama "Soma", Iron Maiden possui um álbum e uma música chamado " Brave New World" e Zé Ramalho faz alusão ao livro em "Admirável gado novo". Diversos filmes têm como refência o livro, "O demolidor" e " Equilibrium" são exemplos. E há, é claro, o filme propiamente dito chamado "Admirável mundo novo", que ainda vou assistir.