sábado, 15 de junho de 2013

A guardiã da minha irmã


Livros muitas vezes acabam despertando sentimentos e sensações fortes, às vezes até mais intensas do que na vida real. A leitura de uma história pode ocasionar crises de choros, sorrisos de orelha a orelha, além de xingamentos e gritos. No caso de " A guardiã da minha irmã", todos esses sentimentos foram aflorados durante sua leitura. Extremamente sensível, abordando um tema pesado e, sendo composto por personagens defeituosos, mas que acabam sendo carismáticos, nós acabamos encontrando uma história diferente do que estamos acostumados, mas que possui qualidades que é difícil colocar em palavras. "A guardiã da minha irmã" é uma grata surpresa.


Anna tem 13 anos é quer ganhar no tribunal os direitos sobre o seu corpo, o que legalmente denomina-se emancipação médica. Sua irmã mais velha, Kate, possui um tipo de leucemia grave e Anna acabou sendo concebida em laboratório para possuir todos os genes iguais a de sua irmã, pois assim poderia doar primeiramente o cordão umbilical e, mais tarde, sangue ou outro fluido corporal de que sua irmã necessitasse. Agora, Kate necessita de um rim e Anna não deseja doar o órgão Ela entra, assim, com a ação contra os pais, Sara e Brian, para eles não a obrigarem mais a passar por tratamentos médicos sem necessidade. O problema é que a consequência desse ato será a morte de sua irmã.

"A guardiã da minha irmã" pode passar despercebido na vitrine de uma loja, mas quando ele está na mão de um leitor, nunca mais sair de lá. O livro de Jodi Picoult possui uma estrutura onde a história é contada de acordo com a perspectiva dos principais personagens. A família onde todo esse drama está implantado, Sara, Anna, Brian e Jesse, e os dois personagens que fazem um segundo plot dento da trama. Campbell, o advogado de Anna, e Julia, a curadora que acompanha a família por uma semana. 

Ao decorrer da história, ficamos cada vez mais inseridos na vida dessa família, para termos um final surpreendente até para os melhores adivinhos literários. Não tem como imaginar o que acontecerá com a família até chegar as últimas páginas. É tudo tão inconstante, os personagens estão perdidos em suas próprias vidas, e acabamos sentindo essa perdição.

Falando em personagens perdidos, não posso deixar de comentar especialmente de Campbell, um homem que demora a revelar qual a necessidade de seu cachorro (é divertido as desculpas) e que é extremamente carismático e secreto.

Jodi Picoult escreveu um maravilhoso livro e fiquei muito intrigada para ler outros livros da autora e descobrir se todos são reveladores assim. "A guardiã da minha irmã" é altamente recomendado. Não deixe de ler algum dia.

P.S.- A história foi adaptada para o cinema. "Uma prova de amor", foi dirigido por Nick Cassavetes e foi lançado em 2009. Mas atenção, o final é diferente.

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